Aniversário de 20 anos do telescópio de raios-X Chandra

Em Julho de 1999 foi colocado em órbita da Terra o satélite de raios-X Chandra, da NASA. Nos seus 20 anos de existência, o “Universo em raios-X” foi revelado, como lembra a diretora Dra. Belinda Wilkes, permitindo que possamos observar esta radiação energética sendo emitida por uma grande gamma de objetos astronômicos. Estes objetos incluem, por exemplo, berços de formação de novas estrelas, remanescentes de supernovas, buracos negros e o gás rarefeito e quente que permeia os aglomerados de galáxias.

Para celebrar esta data, foram publicadas as 6 imagens em raios-X (combinadas com imagens em outras bandas) da figura acima. Na primeira linha, da esquerda para a direita: o gás quente (em violeta) e as galáxias do aglomerado Abell 2146, a região central da nossa galáxia Via Láctea, em torno do Buraco Negro Supermassivo no seu centro, e a região berço de formação de estrelas 30 Doradus, na galáxia vizinha (e satélite da nossa) Grande Nuvem de Magalhães. Na segunda linha, também da esquerda para a direita: a associação de estrelas gigantes azuis recém formadas OB2, uma outra região de formação de novas estrelas chamada NGC 604 na galáxia vizinha Messier 33, e um remanescente de supernova chamado G292.

Parabéns ao Chandra! 

Simpósio 359 da IAU: Bento Gonçalves, Brasil, 2-6 de Março de 2020

É com imenso prazer que anuncio a aprovação pela União Astronômica Internacional (IAU) do Simpósio no. 359 de título: “Galaxy Evolution and Feedback Across Different Environments” (Evolução de Galáxias e ” Feedback” em diferentes ambientes) a ser realizado em Bento Gonçalves de 2 a 6 de Março de 2020. 

Será uma grande oportunidade de reunir, no Sul do Brasil, os apaixonados por pesquisa em evolução de galáxias, promovendo, ao mesmo tempo, a pesquisa do nosso grupo no Instituto de Física da UFRGS e demais grupos no nosso estado e País como polos importantes de pesquisa em Astrofísica.

Temos também planejado várias atividades de extensão para envolver estudantes de 2o. grau e a população em geral que ama a Astronomia e Astrofísica.

Drops Astronômico Extra: Horizonte de Eventos

Neste Drops Extra, comento sobre um evento “histórico”: a obtenção das primeiras imagens dos horizontes de eventos do Buraco Negro da Via Láctea, Sgr A* e da galáxia M87, através da utilização do Event Horizon Telescope  que serão divulgadas na próxima quarta-feira dia 10 de Abril de 2019. “Live streaming” poderá ser acompanhado a partir das 10 horas da manhã no site da National Science Foundation, dos Estados Unidos.

 

 

 

 

 

Conferência “Are AGN Special?”

No período de 30 de Julho a 3 de Agosto, participei da conferência internacional “Are AGN Special?”, na cidade histórica (medieval) de Durham, na Inglaterra. Destaco a “arte” do poster da conferência, que mostra um “Dinner” (restaurante) dentro do qual um buraco negro supermassivo se alimenta, o que se pode observar da janela do restaurante!

Fiz parte do comitê científico, que foi coordenado pelos pesquisadores Ryan Hickox e David Alexander, com ativa participação também de David Rosario, em que discutimos o que torna os AGN especiais: a galáxia hospedeira? o meio ambiente?

A foto oficial dos participantes mostra, na primeira fila: o David Alexander, bem à esquerda, de calça clara; o Ryan Hickox, de calça marrom e blazer azul, e ao seu lado o David Rosario, que teve que se agachar, pois é muito alto! Eu estou na terceira fila, no meio!

SEG2018 – Science and Evolution of Gemini

No período de 22 a 26 de Julho de 2018, na cidade de São Francisco, Califórnia, participei da reunião científica “Science and Evolution of the Gemini Observatory”, em que astrônomos e astrofísicos dos países membros do consórcio Gemini – Estados Unidos, Canadá, Brasil, Argentina, Chile e Havaí reuniram-se para discutir a ciência sendo realizada e os rumos futuros a serem seguidos pelo Observatório. Link da reunião: http://www.gemini.edu/seg2018

Apresentei o andamento dos projetos realizados pelo meu grupo de pesquisa, em particular do grupo AGNIFS – AGN Integral Field Spectroscopy – https://sites.google.com/view/agnifs, bem como discuti com colegas os rumos futuros do Observatório em particular defendendo os interesses do Brasil.
Uma novidade da reunião foi a entrada da Coréia do Sul como novo membro do consórcio Gemini. Seguem fotos com colegas e alunos. Topo à esquerda: Laura Ferrarese (Diretora do Gemini) à minha direita e Laura Parker (“Chair” do GSTAC) à minha esquerda; embaixo à esquerda: com Anne Kinney, colega dos tempos do Instituto do Telescópio Espacial, agora Diretora da National Science Foundation nos Estados Unidos; topo, à direita: entre Letizia Stanghelini, Presidente do Comitê Nacional do Gemini dos Estados Unidos e Katia Cunha, pesquisadora do Observatório Nacional do Brasil; embaixo à esquerda: com meus alunos Janaína Nascimento e Gabriel Souza.

O pálido ponto azul

Ao revisar o conteúdo do meu curso sobre Origem, Presente e Futuro do Universo, no Instituto Ling (nas próximas terças-feiras dias 10, 17 e 24 de Abril de 2018 – http://www.institutoling.org.br/index.php/cursos/origem-presente-e-futuro-do-universo.html), achei relevante começar olhando em perspectiva para o nosso pequeno Planeta Azul dentro do grande cenário do Universo.

E lembrei-me de como Carl Sagan (há mais de 20 anos atrás) se referiu ao nosso planeta, ao comentar a imagem da Terra obtida pela sonda Voyager 1, em 1990, de uma distância de mais de 6 bilhões de km: “um pálido ponto azul”.

Esta imagem mais recente (acima), feita pela sonda Cassini em 2013, desde Saturno, mostra novamente este pálido ponto azul (no canto inferior direito), de uma distância de 1.5 bilhões de km: é assim que somos observados, de uma distância aparentemente grande para nós, mas ainda bem dentro do Sistema Solar (vizinhança de Saturno).

Imaginem se formos mais longe, até a estrela mais próxima a nós, Alfa Centauri, que está a 40 trilhões de km? O que veríamos ao olharmos para a Terra?

Vamos discutir estas e outras questões no curso que em breve se inicia no Instituto Ling!

Ministrarei curso sobre a origem, o presente e o futuro do Universo, no Instituto Ling

Nos próximos dias 10, 17 e 24 de Abril de 2018, terças-feiras das 19:30 às 21:30 hs, estarei ministrando um curso sobre a origem, o estado presente e o futuro do Universo, discutindo de forma coloquial o Big Bang, nosso lugar no Universo, a procura de outros planetas habitáveis e o futuro do Universo, no Instituto Ling.

Mais informações, incluindo como se inscrever podem ser encontradas em:

http://www.institutoling.org.br/index.php/cursos/origem-presente-e-futuro-do-universo.html

Participação no Kavli Worskhop da International Astronomical Union (IAU)

De 17 a 19 de Julho de 2017, participei de um Workshop, realizado no castelo Kasteel Oud Poelgeest próximo à cidade de Leiden, na Holanda, e coordenado pelas Dras. Ewine van Dishoeck (nova presidente eleita da IAU) e Debra Elmegreen. O Workshop foi organizado pelo grupo de trabalho da IAU sobre “Coordenação Global da Astrofísica Terrestre e Espacial”. Discutimos os projetos futuros da Astrofísica mundial, quando foi ressaltado que projetos futuros, para avançar no conhecimento, exigirão novos instrumentos, em particular no espaço, e colaboração internacional. Os chamados países do BRICS estavam representados, e eu representei o Brasil, sendo a única participante da América Latina. Diretores da NASA (National Aeronautics and Space Administration, Estados Unidos), AURA (Association of Universities for Research in Astronomy) e ESA (European Space Agency – Agência Espacial Européia) estavam presentes. O Brasil não pode ficar fora desta oportunidade futura, para 2030!

Participei de uma mesa redonda de discussão sobre a importância da região espectral do Ultravioletana próxima década, coordenado pelo Dr. Joss Bland-Hawthorn (Kavli.UVcase.BlandHawthor), quando o Hubble Space Telescope não estará mais em operação e não teremos acesso a esta importante janela espectral, que traz informação desde atmosferas de exoplanetas, passando pela formação estelar e de buracos negros no Universo.

Importante na minha área de Astronomia Extragaláctica também foi a palestra do Dr. Xiaohui Fan: Kavli.Fan.

Um conceito já bem adiantado é o do LUVOIR:

Large UV/Optical/Infrared Surveyor (LUVOIR) – NASA.

Um dos cientistas principais do projeto do LUVOIR é o nosso colaborador Dr. Bradley Peterson.

Este telescópio deve ir para o ponto de Lagrange L2 da órbita Terra-Sol, orbitando o Sol junto com a Terra, a uma distância fixa de 1,5 milhões de km; para ali também vai o telescópio espacial James Webb. Para aprender um pouco sobre isto, pode-se visitar o site do Telescópio Espacial James Webb, e em particular as informações sobre sua órbita.

 

Na frente do castelo, com Ewine van Dischoek à esquerda.
Confraternizando com colegas. No primeiro plano Richard Ellis e do outro lado da mesa Roger Davis.