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Grafia correta para as unidades de medida

Boa tarde professor Lang.

Desculpe-me incomodá-lo, mas estou com uma dúvida cruel. Qual é a forma correta do plural da palavra “mol”? Pergunto porque vários professores dizem que é “mols” já que a origem da palavra é do latim, mas uma outra parcela diz ser “moles”, já que no português europeu usa-se “mole” além do que, “mol” seria o diminutivo de “mole”. Mas até onde eu sei a unidade denominada ?mol? denota a grandeza ?quantidade de matéria? (uma grandeza do sistema SI) e as unidades de medidas do SI não usam plural. Agravante na língua portuguesa: temos a diferenciação do nome “mol” e o símbolo “mol”, onde o primeiro possui plural e o segundo não…

Não é um pouco confuso para os alunos? Grato pela atenção.

Respondido por: Prof. Fernando Lang da Silveira - www.if.ufrgs.br/~lang/

Portaria nº 590, de 02 de dezembro de 2013, do INMETRO atualizou o Quadro Geral de Unidades de Medida adotado pelo Brasil.

Assim sendo toda e qualquer dúvida sobre unidades de medida no Brasil deve ser dirimida por meio do estudo dos documentos disponibilizados pelo INMETRO.

Quem consultar a portaria encontrará em seu Anexo, na página 2, no quadro relativo às sete unidades de base do SI, que a grandeza quantidade de substância tem como unidade de medida o mol. Já neste quadro encontra-se também o plural de mol como sendo mols.

Mais adiante, na página 4, tratando do plural das unidades de medida está escrito o seguinte:

b) exceto nos casos da alínea c), os nomes de unidades recebem a letra “s” no final de cada palavra:

       • quando são palavras simples. Por exemplo: amperes, becquerels, candelas, curies, decibels, farads, grays, henrys, joules, kelvins, mols, parsecs, pascals, kilogramas ou quilogramas, roentgens, volts, webers, etc.;

       Nota: Segundo esta regra, o plural do nome da unidade não desfigura o nome que a unidade tem no singular, não se aplicando aos nomes de unidades, certas regras usuais de formação do plural de palavras, como por exemplo, becquerels e não “becqueréis”, decibels e não “decibéis”, mols e não “moles”, pascals e não “pascais”, etc.  

Faz parte da alfabetização científica de nossos alunos aprender não apenas  português, mas também “fisiquês” e “cientifiquês”,  ou seja, aprender as linguagens relativas à Física e à ciência em geral. Mas para que tal aconteça seus professores devem dominar estas linguagens e quando tiverem dúvidas, saber como as dirimir. Neste caso específico a documentação do INMETRO deve ser a referência.

Recomendo, além da consulta à  Portaria nº 590,   o seguinte documento sobre o Sistema Internacional de Unidades de Medida: http://www.inmetro.gov.br/inovacao/publicacoes/si_versao_final.pdf

“Docendo discimus.” (Sêneca)

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