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Energia eletrostática pode ser o futuro da energia sustentável?

Olá me chamo Muriel tenho 26 anos estudo biologia na universidade paulistana na cidade universitária sp. Durante um trabalho sobre energia e sustentabilidade surgiu uma ideia e varias duvidas. A ideia surgiu a partir de uma visita a uma fabrica de isopor em um parte especifica da produção aonde fica armazenado uma grande quantidade de micro bolinhas de poliestireno, oque gera uma grande quantidade de energia estática, sendo necessário fazer o aterramento para dispensar a energia. Minha pergunta é: Seria possível construir uma especie de torre, ou algo do tipo, com estas micro esferas e capturar a energia estática gerado por elas? Em uma escala pequena qual material podemos usar para capturar a energia, uma especie de anel de cobre pode ser eficiente? Para fazer a movimentação das esferas “na torre”e gerar energia estática poderíamos gerar um fluxo usando a densidade do ar frio e ar quente? Desde já muito obrigado.

Respondido por: Prof. Fernando Lang da Silveira - www.if.ufrgs.br/~lang/

A primeira consideração relevante é que, apesar de a eletricidade estática ter efeitos indesejáveis devido à altíssima tensão, a quantidade de energia associada à eletrização nesse processo não é grande. Vide outras postagens relacionadas com este tema:

Eletrostática: evitando descargas inconvenientes em um aspirador de farinha

Experiência terrível com um raio!

O risco da alta tensão em Geradores Eletrostáticos

A alta tensão eletrostática está associada a pequenos excedentes de carga elétrica. A energia eletrostática depende do produto da tensão elétrica e da carga e este produto resulta ser pequeno devido ao fato de não ser possível o armazenamento de muita carga.

A tua ideia da torre lembra um interessante gerador eletrostático inventado no século XIX por Lord Kelvin  com o objetivo de  produzir altas tensões. Vide por exemplo este instrutivo vídeo Chuva Elétrica de Kelvin – Funcionamento.

Finalmente é importante destacar que se o processo que imaginas funcionasse, a quantidade de energia eletrostática gerada NUNCA poderia ser maior do que a quantidade de energia dispendida para colocar a máquina em operação (movimentar as “esferas” com um fluxo de ar).

“Docendo discimus.” (Sêneca)

 

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