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Abastecimento de GNV: cabe mais no tanque em dia frio?

Boa noite,

Eu observo que em dia frio o tanque de automóvel comporta um volume maior  de gás do que em dia mais quente. Isso e impressão minha ou é fato?  Att.  Marcos

Respondido por: Prof. Fernando Lang da Silveira - www.if.ufrgs.br/~lang/

O abastecimento de um tanque de GNV em um automóvel cessa quando a pressão no tanque atinge um determinado valor. A pressão máxima permitida é de 220bar (ou cerca de 220atm  ou ainda 220 kgf/cm2). Portanto, se o tanque é completamente preenchido isto significa que a pressão é a máxima que a bomba abastecedora determina.

Entretanto é bem sabido que a pressão de uma amostra gasosa contida em um dado volume (neste caso a capacidade real do tanque) depende da temperatura. Para o mesmo tanque, se a temperatura é mais alta, a mesma pressão será atingida com uma massa menor de gás estocado.

É importante notar também que o volume do tanque (capacidade real do tanque) não é “o volume de gás que cabe no tanque” ou “o volume de gás que a bomba de abastecimento informa”. O volume referido pela bomba de abastecimento e pago pelo usuário é o volume que o gás ocuparia  se estivesse fora do tanque, isto é, na pressão de 0,1MPa (~1 atm) a 20oC.

Quando o tanque é abastecido é fácil notar que a temperatura do tanque se eleva (um toque de mão no tanque recém abastecido revela que ele está a uma temperatura maior do que a temperatura ambiente). Portanto, após o abastecimento ele resfria e depois de algumas horas, mesmo que não tenha saído GNV do tanque, ele pode ser reabastecido pois a pressão baixou e caberá mais gás.

Da mesma forma se a temperatura ambiente é mais baixa, cabe mais massa de GNV no tanque para a mesma pressão de 220bar.

Cada dez graus célsius de decréscimo na temperatura de gás no tanque determina que possa ser introduzido cerca de 3% a mais de massa de GNV no tanque.

“Docendo discimus.” (Sêneca)

 

 


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