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Conferências UFRGS: Pós-Graduação e Ciência na América Latina (Lívio Amaral)

13 de dezembro de 2017:19:00 - 20:30

“É cada vez mais curto o tempo entre o conhecimento e a sua ponta final, a tecnologia”

Professor do Departamento de Física da UFRGS, Lívio Amaral retrata situação da pesquisa no país e América Latina em palestra no próximo dia 13

 

É notório que a pesquisa a nível de pós-graduação no país vem enfrentando sérias dificuldades nos últimos anos diante dos graves problemas acarretados com a recessão econômica. Diante deste panorama e da necessidade de se analisar a conjuntura no campo, inclusive, na América Latina, o Professor Titular do Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Lívio Amaral, apresenta em 13 de dezembro, no Salão de Festas da Reitoria, a palestra “Pós Graduação e Ciência na América Latina”, como parte do Conferências UFRGS 2017.

 

Um dos programas mais publicizados e alvo tanto de apoio como de críticas no campo da pesquisa, o Ciências Sem Fronteiras envolveu mais de 100 mil pessoas durante o período em que esteve em vigor. Destes, aproximadamente 80% foram de estudantes de graduação que tiveram a oportunidade de estudar no exterior durante certo período. Para Lívio Amaral, a decisão foi equivocada.

 

“O CNPQ e Capes não estavam preparados para gerenciar um programa que tinha milhares de alunos simultaneamente fora do país. O sistema não estava preparado para fazer o acompanhamento, tampouco para revisar e analisar melhor os acordos feitos com as universidades estrangeiras. A ideia inicial seria que os estudantes trouxessem as suas experiências e ideias para as suas respectivas comissões de graduação e pós-graduação, o que acabou ocorrendo de forma apenas aleatória”, analisa Amaral.

 

Diametralmente oposto, no entanto, foi o investimento em bolsas de pós-graduação para mestrado, doutorado, estágios diversos e sanduíches no Ciências Sem Fronteiras. “Há 30 anos, temos no Brasil programas de bolsas a nível de pós-graduação. Basta vermos na UFRGS os mestrandos e doutorandos que fizeram parte de suas pesquisas fora do país de 1980 a 2000. Grande parte se tornou professor”, completa.

 

Tecnologia para o desenvolvimento

 

O decréscimo orçamentário para a pesquisa no país em universidades públicas caiu vertiginosamente para 2018, segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual enviada ao Congresso pelo Governo. Para o professor, não há desenvolvimento sem investimento maciço em pesquisa.

 

“Se pegarmos os países mais ricos do mundo, todos investem parte considerável do PIB em pesquisa. No Brasil, somos top em algumas áreas, como na agricultura, Embraer, ITA. Mas temos que fazer e investir. A cada dia, diminui o tempo entre o conhecimento acumulado e a ponta final, que é a tecnologia. Por exemplo, sem a Teoria da Relatividade de Einstein não teríamos a precisão do GPS”.

 

Lívio Amaral

Bacharel em Física (1974), Mestre em Física (1977) e Doutor em Física

(1982) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e pós-doutorados em Paris, França (1985) e Amsterdam, Holanda (1992).

Desde 1998 é Professor Titular do Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul com área de atuação na física experimental na qual publicou mais de  nos temas: Tem área de atuação na física experimental nos temas: implantação iônica, análise e modificação de materiais de dimensões nanométricas por feixes iônicos; técnicas de análises físicas associadas a feixe de íons em estudos de diferentes tipos de materiais biológicos vegetais e tecidos orgânicos; síntese, caracterização e cálculo de estrutura eletrônica de matrizes nanoestruturadas de óxidos semicondutores para fotocatálise, nos quais publicou mais de 150 trabalhos em periódicos indexados e  orientou 35 alunos de mestrado e doutorado. Exerceu diversos cargos de representação, consultoria e administração na UFRGS, em agências do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ministério da Educação (MEC) e Fundações de Amparo à Pesquisa, bem como na Sociedade Brasileira de Física (SBF). Tem mais de 130 publicações em  2007 recebeu o Prêmio FAPERGS/Copesul – Pesquisador Destaque na área de Física e Astronomia). Recebeu da Presidência da República do Brasil a Comenda (2006) e a Grã-Cruz (2009) da Ordem Nacional do Mérito Científico. Em 2014 foi eleito membro titular da Academia Brasileira de Ciências. Exerceu o cargo de Diretor de Diretor de Avaliação da de 2009 a 2015 e Presidente-substituto de 2011 a 2015 da Coordenação de Aperfeiçoamento do Ensino Superior (CAPES).

 

13 de dezembro

Detalhes

Data:
13 de dezembro de 2017
Hora:
19:00 - 20:30
Categoria de Evento:

Local

Salão de Festas da Reitoria
Av. Paulo Gama, 110, 2º andar