SEGUINDO UMA LUPA EM UMA AULA DE CIÊNCIAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

Francisco Ângelo Coutinho, Maria Inês Mafra Goulart, Danusa Munford, Natália Almeida Ribeiro

Resumo


 

Neste artigo procuramos seguir uma turma de crianças de cinco anos e sua professora na tarefa de investigar, por meio de uma lupa, materiais coletados no jardim, um tópico do currículo de ciências que emergiu de uma atividade conjunta das crianças e da professora. Utilizando o referencial teórico-metodológico da Teoria Ator-Rede (Latour, 1993; 2005), examinamos os movimentos empreendidos pelos diversos actantes na construção de uma rede que oportunizou as crianças bem pequenas expandir suas formas de ver e sentir o mundo. Os dados foram coletados em uma turma de cinco anosde uma UnidadeMunicipal de Educação Infantil em Belo Horizonte, tendo como principal instrumento as gravações em vídeo. Estas gravações foram organizadas, transcritas e analisadas de forma a compreender o papel exercido pelo objeto lupa na conformação da rede sociomaterial, assim como elucidar as aprendizagens daí decorrentes. Os resultados nos permitiram perceber: (a) o engajamento das crianças; (b) o aprendizado de uma nova forma de ver o mundo; (c) o redimensionamento das identidades das crianças; (d) a chegada de novos elementos que mudaram os padrões da prática na educação infantil. Observamos, ainda, que o referencial teórico-metodológico da Teoria Ator-rede se mostrou um potente instrumento para a análise da complexidade da sala de aula para as crianças pequenas. 


Palavras-chave


ensino de ciências; educação infantil; materialidade da cognição; teoria ator-rede

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Revista Investigações em Ensino de Ciências (IENCI) - ISSN: 1518-8795 

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