LABORATÓRIO DIDÁTICO E SUBJETIVIDADE

Elisabeth Barolli, Alberto Villani

Resumo


As especificidades que marcaram o modo com que alguns grupos de estudantes conduziram seu trabalho num laboratório didático de 3º grau, nos levaram a compreender a articulação da dinâmica desses grupos, a partir de elementos que se encontravam além do alcance da cognição. Mais especificamente, a condução e a sustentação da dinâmica dos grupos de estudantes foram explicitadas com base num interjogo entre as estratégias não conscientes, compartilhadas anonimamente, e os esforços dos indivíduos em trabalhar a partir de sua tarefa mais objetiva. Os resultados e as questões a que chegamos, utilizando como referência o trabalho desenvolvido por W.R. Bion, com grupos terapêuticos, nos trouxe a possibilidade de compreender a dinâmica do trabalho experimental dos estudantes através de um novo enfoque que aproxima os campos da cognição e da subjetividade. Esta aproximação nos remeteu, ainda, a uma reflexão mais profunda acerca das questões que podem estar envolvidas no processo de ensinar, particularmente nas situações em que o professor trabalha com a classe organizada em grupos.

Palavras-chave


laboratório didático; cognição e subjetividade; ensino de Física

Texto completo:

PDF


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Revista Investigações em Ensino de Ciências (IENCI) - ISSN: 1518-8795 

Creative Commons License