CONSTRUÇÃO E REALIDADE: O REALISMO CIENTÍFICO DE MÁRIO BUNGE E O ENSINO DE CIÊNCIAS ATRAVÉS DE MODELOS

Maurício Pietrocola

Resumo


Nesse trabalho tecemos críticas ao movimento construtivista, que segundo nossa avaliação super-valorizou o papel das construções individuais, em detrimento da dimensão ontológica do conhecimento científico. Ele será desenvolvido tomando por base alguns trabalhos críticos dirigidos ao movimento construtivismo e uma análise da recepção das idéias de Thomas Kuhn pelas pesquisas em ensino de ciências. Uma de nossas conclusões será mostrar que o construtivismo não valoriza suficientemente a apreensão de uma realidade associada ao mundo físico. Isto acaba por se refletir num enfraquecimento do conhecimento científico frente a outras formas de conhecimento, instituindo uma espécie de relativismo epistemológico entre as diversas formas de conhecer. Nesse sentido, apresentamos as idéia de Mário Bunge sobre o papel dos modelos na ciência e sua vinculação com a realidade. Visamos desta forma, minimizar excessos contidos nas teses construtivistas e realistas, ou seja a tendência a vislumbrar toda construção humana como atividade desvinculada da dimensão ontológica do mundo e todo realismo como expurgo da ação humana.

Palavras-chave


construtivismo; realismo científico; ensino de ciências; modelos

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Revista Investigações em Ensino de Ciências (IENCI) - ISSN: 1518-8795 

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