O RECURSO AO TRABALHO EXPERIMENTAL E INVESTIGATIVO: PERCEPÇÕES DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS

João Manoel da Silva Malheiro, Preciosa Fernandes

Resumo


O presente artigo dá conta de uma pesquisa focada em percepções de professores portugueses sobre o recurso ao Trabalho Experimental Investigativo (TEI) e à Resolução de Problemas Reais (RPR) e que teve como principais objetivos: i) compreender motivações que mobilizam os professores para a utilização destas estratégias; e ii) identificar vantagens que lhes associam. A pesquisa foi de caráter qualitativo e envolveu seis professores de Ciências Naturais, que lecionam nos 2º e 3º ciclos do ensino básico[1] em três escolas do concelho do Porto, que se disponibilizaram para a realização de uma entrevista semiestruturada, realizadas nas escolas onde lecionam. Genericamente, a análise dos dados permitiu constatar que os professores valorizam o recurso ao TEI e à RPR, considerando serem estratégias que tornam as aulas mais interativas e estimuladoras do interesse dos alunos para a aprendizagem. Reconhecem também constituírem oportunidades didáticas de investigação e que a Resolução de Problemas Reais pode promover a aprendizagem autônoma.


[1] Em Portugal, o ensino básico corresponde ao 9º ano de escolaridade e está organizado em três ciclos: o 1ºciclo que corresponde aos primeiros quatro anos de escolaridade; o 2º ciclo, que abrange o quinto e o sexto anos; e o 3º ciclo que inclui os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade.


Palavras-chave


Trabalho Experimental Investigativo; Ciências Naturais; Professores; Motivações; Vantagens

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DOI: http://dx.doi.org/10.22600/1518-8795.ienci2016v20n1p79

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Revista Investigações em Ensino de Ciências (IENCI) - ISSN: 1518-8795 

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