CONSTRUÇÃO DE UM PERFIL PARA O CONCEITO BIOLÓGICO DE VIDA

Francisco Ângelo Coutinho, Eduardo Fleury Mortimer, Charbel Niño El-Hani

Resumo


Este artigo trata da construção de um perfil conceitual de ‘vida’. Partimos da hipótese de que o conceito de vida é polissêmico, admitindo vários significados possíveis, de modo a expressar-se por um perfil conceitual. Buscamos determinar as zonas que constituem esse perfil por meio de um jogo dialógico entre estudos teóricos e empíricos, envolvendo pelo menos três domínios genéticos: o domínio sociocultural, por meio de uma revisão bibliográfica sobre o conceito de vida e sua história; o ontogenético, por meio da compilação de estudos sobre concepções alternativas de estudantes sobre o conceito de vida; e o microgenético, através da coleta de dados empíricos por meio de questionários, aplicados a alunos de graduação em Ciências Biológicas, e entrevistas baseadas em situações-problema, com alunos de pós-graduações em Ecologia e Genética. Considerando aspectos epistemológicos e ontológicos, identificamos três zonas, que representam três níveis de compreensão do conceito de vida: “internalista”, incluindo concepções nas quais vida é entendida como um conjunto de processos ou propriedades inerentes ao vivente; “externalista”, correspondendo a uma compreensão da vida como algo externo e separado do vivente, freqüentemente vista como algo que vem de fora ou que tende a uma finalidade para além do ser vivo; e “relacional”, na qual a vida é concebida como uma relação entre entidades e/ou sistemas, sendo a própria definição dada em termos de relações.

Palavras-chave


Perfil conceitual; Vida; Ensino de Biologia; Internalismo; Externalismo; Concepção relacional

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Revista Investigações em Ensino de Ciências (IENCI) - ISSN: 1518-8795 

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