O USO DE OFICINAS PEDAGÓGICAS COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM: A BACIA HIDROGRÁFICA COMO TEMA DE ESTUDO

Valéria Brumato Regina Fornazari, Ana Tiyomi Obara

Resumo


O presente trabalho objetivou investigar as concepções e práticas de um grupo de professores de Ciências da Natureza de escolas localizadas no Estado do Paraná - Brasil sobre o uso de oficinas pedagógicas como estratégia de ensino e aprendizagem para o estudo do tema: bacia hidrográfica. Para tanto, foi realizado um curso de formação continuada para os professores sobre a temática em questão, cujos dados foram levantados por meio de questionários aplicados antes do curso e após o desenvolvimento das oficinas pelos professores, além de filmagens, gravações e memorial descritivo, analisados segundo a metodologia de análise de conteúdo. Os resultados indicam que, os professores buscaram a problematização nas oficinas pedagógicas, bem como a mediação docente, objetivando a superação do senso comum. A participação dos alunos foi o maior avanço proporcionado pelas oficinas; em contrapartida, a interdisciplinaridade e a problematização do ensino foram os pressupostos limitantes para a execução das mesmas. Ficou evidente que o trabalho desenvolvido promoveu uma melhor compreensão das oficinas pedagógicas enquanto possibilidade para o ensino de ciências, demonstrando a necessidade de maiores investimentos na formação continuada de professores para fomentar o desenvolvimento de práticas docentes que possam atender as demandas atuais do ensino de ciências.


Palavras-chave


Metodologia de ensino; relação teórico-prática; formação continuada; interdisciplinaridade.

Texto completo:

PDF

Referências


Ander-Egg, E. (1991). El taller una alternativa para la renovacíon pedagógica. Buenos Aires: Magistério del Río de la Plata.

Augusto, T. G. S, & Caldeira, A. M. de A. (2007). Dificuldades para a implantação de práticas interdisciplinares em escolas estaduais, apontadas por professores da área de ciências da natureza. Investigação em Ensino de Ciências, 12(1), 139-154.

Bardin, L. (1977). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições.

Barros, R. P.; Henriques, R., & Mendonçca, R. (2002). Pelo fim das décadas perdidas: educação e desenvolvimento sustentado no Brasil, Texto para discussão n. 857. Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Recuperado de http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=4400

Betancurt, A. M. (2007). El taller educativo. Qué es? Fundamentos, cómo organizarlo y dirigirlo, cómo evaluarlo. (2a ed.). Bogotá: Cooperativa Editorial Magisterio.

Cachapuz, A., Carvalho, A. M. P., & Vilches, J. P. (2012). A necessária renovação do ensino de ciências. (3a ed.). São Paulo: Cortez.

Cano, A. (2012). La metodología de taller en los procesos de educación popular. ReLMeCS, 2(2), 22-52.

Careaga, A. (2006). Aportes para diseñar e implementar un taller. Anais Seminario-taller en desarrollo profesional médico continuo (dpmc)2, das jornadas de experiencias educativas en dpmc: Uruguai, 1(1), 1-28.

Castellano, S., & Coco, L. M. (2006). Hacia una conceptualización teórica de la modalidad taller. UNIrevista,1(3), 1-10.

Delizoicov, D., & Angotti, J. A. (1994). Metodologia do Ensino de ciências. (2a ed.). São Paulo: Cortez.

Delizoicov, D., Angotti, J. A., & Pernambuco, M. M. (2002). Ensino de Ciências: Fundamentos e Métodos. São Paulo: Cortez.

Freinet, C. (1977). O Método natural. Lisboa: Estampa.

Freinet, C. (1988). Pedagogia do bom senso. (2a ed.). São Paulo: Martins Fontes.

Freire. P, & Faundez, A. (1986). Pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Krasilchick, M. (2000). Reforma e realidade, o caso do ensino de ciências. São Paulo em perspectiva. São Paulo, 1(14), 85-93.

Lespada, J. C. (1988). Aprender haciendo: los talleres en la escuela. Buenos Aires: Humanitas.

Marcondes, M. E. R. (2008). Proposições Metodológicas Para O Ensino De Química: Oficinas temáticas para a aprendizagem da ciência e o desenvolvimento da cidadania. Uberlândia: Em Extensão, 7(1) 67-77.

Marcondes, M. E. R., Torrolbo, D., Lopes, E. S., Sousa, F. L., Akahoshi, L. H., Carmo, M.P, Suart, R. C., & Martorano, S. A. A. (2007). Oficinas Temáticas no Ensino Público visando a Formação Continuada de Professores. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 1(1), 1-104.

Moreira, M. A. (2006). A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação em sala de aula. Brasília: Editora da UnB.

Paraná (2008). Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Departamento de Educação Básica. Diretrizes curriculares da educação básica ciências.

Pavani, N. M. S., & Fontana, N. M. (2009). Oficinas pedagógicas: relato de uma experiência. Conjectura, Caxias do Sul, 14(2) 77-88.

Perkins, D. (1995). La escuela inteligente. Barcelona: Gedisa.

Pimentel. G, Carneiro, L.B., & Guerra, J. (2007). Oficinas Culturais. Brasília: Universidade de Brasília.

Protetti, F. H. (2010). Afinal, existe algum aspecto positivo no modelo da Escola Tradicional? Revista Espaço Acadêmico. Maringá, 9(106), 75-83.

Santos, J. N. (2011). Ensinar ciências: reflexão sobre a prática pedagógica no contexto educacional. Blumenau: Nova Letra.

ONU – Organização das Nações Unidas. (2006). Relatório do Desenvolvimento Humano 2006 Publicado para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A água para lá da escassez: poder, pobreza e a crise mundial da água. Nova York: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Vieira, E., & Volquind, L. (2002). Oficinas de ensino. O que? Por quê? Como? Porto Alegre: EDIPUCRS.




DOI: http://dx.doi.org/10.22600/1518-8795.ienci2017v22n2p166

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Revista Investigações em Ensino de Ciências (IENCI) - ISSN: 1518-8795 

Creative Commons License