AÇÕES DOCENTES EM AULAS EXPOSITIVAS DIALOGADAS DE QUÍMICA NO ENSINO MÉDIO

Larissa Caroline da Silva Borges, Fabiele Cristiane Dias Broietti, Sergio de Mello Arruda

Resumo


Neste artigo apresenta-se um estudo das ações docentes em aulas de Química no Ensino Médio. O objetivo da pesquisa foi identificar e descrever as ações docentes, buscando responder às seguintes questões de investigação: O que os professores fazem, de fato, em aulas de Química no Ensino Médio? E quais categorias podem descrever suas ações? Para isso, os procedimentos metodológicos adotados foram gravações em áudio e em vídeo, e anotações em um caderno de campo das aulas de dois professores de Química, denominados P1 e P2, que atuam no Ensino Médio em escolas públicas. Como metodologia de análise e de interpretação das informações obtidas, utilizou-se a Análise de Conteúdo, considerando as etapas de pré-análise, de exploração do material e de tratamento dos resultados. Com relação aos resultados, para as aulas expositivas dialogadas com resolução de exercícios, foram identificadas 12 categorias de ação docente para P1 (Explica; Pergunta; Escreve; Atividades Burocrático-Avaliativas; Espera; Distribui; Responde; Representa; Informa; Adverte; Organiza; e Retoma) e 13 categorias para P2 (Explica; Pergunta; Escreve; Representa; Espera; Lê; Atividades Burocrático-Avaliativas; Atividades Burocrático-Administrativas; Responde; Adverte; Organiza; Retoma; e Cumprimenta), sendo que para ambos, as ações com maior incidência foram Explica-Pergunta-Escreve, sugerindo um modelo de aula caracterizado como Exp-Per-Esc, relacionado à abordagem e ao tipo de recurso utilizado. A partir das categorias de ação evidenciadas, realizamos um movimento de apresentação dos dados por meio de modelos gráficos que expressam uma representação temporal da aula e sugerem um entrelaçamento existente entre as ações identificadas.


Palavras-chave


Ação docente; Aulas de Química; Modelos de Aulas.

Texto completo:

PDF

Referências


Altet, M. (2011). Professores (práticas profissionais dos). In A. Zanten (Coord.). Dicionário de educação (pp. 650-655). Petrópolis, RJ: Vozes.

Andrade, E. C. de. (2016). Um estudo das ações de professores de matemática em sala de aula. (Tese de doutorado). Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR. Recuperado de http://www.uel.br/pos/mecem/arquivos_pdf/Tese_EDELAINE_CRISTINA_DE_ANDRADE.pdf

Andrade, E. C., & Arruda, S. D. M. (2017). Categorias das ações didáticas do professor de Matemática em sala de aula. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, 19(2), 254-276. Recuperado de http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/acta/article/view/2819

Arruda, S. D. M., & Passos, M. M. (2017). Instrumentos para a análise da relação com o saber em sala de aula. Revista de Produtos Educacionais e Pesquisas em Ensino, 1(2), 95-115. Recuperado de http://seer.uenp.edu.br/index.php/reppe/article/view/1213

Barcelos, N. N. S., & Villani, A. (2006). Troca entre universidade e escola na formação docente: uma experiência de formação inicial e continuada. Ciência & Educação (Bauru), 12(1), 73-97. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v12n1/06.pdf

Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo. São Paulo, SP: Edições 70.

Borges, L. C. S., & Broietti, F. C. D. (2019, 19 a 21 de agosto). Formação continuada de professores de química: uma análise de produções nacionais nas últimas duas décadas. [Apresentação de trabalho]. Anais do VI Congresso Paranaense de Educação Química. [no prelo]. Realeza, Paraná.

Dias, M. P., Arruda, S. D. M., & Passos, M. M. (2020). Teacher action, student action and its connections in mathematics classes planned with manipulative materials. Acta Scientiae, 22(2), 86-104. https://doi.org/10.17648/acta.scientiae.4994

Filgueira, S. S. (2019). Diálogos de ensino e aprendizagem e ação docente: inter-relações em aulas de Ciências com atividades experimentais. (Tese de doutorado). Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR. Recuperado de http://www.uel.br/pos/mecem//teses_pdf/2019/FILGUEIRA%20Sergio%20Silva.pdf

Flick, U. (2009). Introdução à pesquisa qualitativa. Porto Alegre, RS: Artmed.

Gabini, W. S., & Diniz, R. E. S. (2009). Os professores de química e o uso do computador em sala de aula: discussão de um processo de formação continuada. Ciência & Educação (Bauru), 15(2), 343-358. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v15n2/a07v15n2.pdf

Gauthier, C., Martineau, S., Desbiens, J. F., Malo, A., & Simard, D. (2006). Por uma teoria da pedagogia: pesquisas contemporâneas sobre o saber docente. Ijuí, RS: Unijuí.

Gilbert, J. K., & Boulter, C. J. (1995). Stretching models too far. Annual Meeting of the American Educational Research Association. Anais... San Francisco Press.

Imbernón, F. (2009). Formação permanente do professorado: novas tendências. São Paulo, SP: Cortez.

Lüdke, M., & André, M. E. D. A. de. (1986). Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo, SP: EPU.

Passos, M. M. (2009). O professor de matemática e sua formação: análise de três décadas da produção bibliográfica em periódicos na área de Educação Matemática no Brasil. (Tese de doutorado). Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência, Universidade Estadual Paulista, Bauru, SP. Recuperado de https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/102016/passos_mm_dr_bauru.pdf?sequence=1

Passos, M. M., Nardi, R., & Arruda, S. D. M. (2010). Os sentidos sobre o professor e sua formação em 15 anos de Zetetiké: 1993-2007. Zetetiké, 18(34), 51-107. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/zetetike/article/view/8646680

Piratelo, M. V. M. (2018). Um estudo sobre as ações docentes de professores e monitores em um ambiente integrado de 1º ciclo em Portugal. (Tese de doutorado). Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR. Recuperado de http://www.uel.br/pos/mecem//teses_pdf/2018/PIRATELO%20Marcus%20Vinicius%20Martinez.pdf

Ponte, J. P. (2014). Tarefas no ensino e na aprendizagem da Matemática. In Práticas Profissionais dos Professores de Matemática (pp. 13-31). Lisboa, Portugal: Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

Roca, M., Márquez, C., & Sanmartí, N. (2013). Las preguntas de los alumnos: una propuesta de análisis. Enseñanza de las ciencias, 31(1), 95-114. https://doi.org/10.5565/rev/ec/v31n1.603

Rosa, M. I. F. P. S., & Schnetzler, R. P. (2003). A investigação-ação na formação continuada de professores de ciências. Ciência & Educação, 9(1), 27-39. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v9n1/03.pdf

Tardif, M. (2002). Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes.

Tardif, M., & Lessard, C. (2008). O trabalho docente. Petrópolis, RJ: Vozes.




DOI: http://dx.doi.org/10.22600/1518-8795.ienci2021v26n1p53

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Revista Investigações em Ensino de Ciências (IENCI) - ISSN: 1518-8795 

Creative Commons License