ENSINO EXPERIMENTAL REFLEXIVO DAS CIÊNCIAS: UMA VISÃO CRÍTICA DA PERSPECTIVA PIAGETIANA SOBRE O DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO DE SER VIVO

Paulo Varela, Joaquim Sá

Resumo


Neste artigo apresenta-se o processo de elaboração de um guia de ensino-aprendizagem sobre o estudo dos seres vivos, a sua implementação em sala de aula, a análise do processo de construção do significado de “ser vivo” pelos alunos e a avaliação das suas aprendizagens. O guia tem subjacente uma prática de Ensino Experimental Reflexivo das Ciências (EERC) e foi implementado em três turmas do 1º ano de escolaridade (n=64). A análise do processo de ensino-aprendizagem ocorrido nas turmas incide nos diários de aulas, elaborados na sequência da observação participante em contexto de sala de aula, e procura: a) identificar as ideias espontâneas dos alunos sobre o significado de ser vivo; b) promover a (re)construção de um novo significado de ser vivo; c) avaliar, por contraste com um grupo de controle (n=64), o efeito especifico da prática de ensino nas aprendizagem dos alunos. Os resultados evidenciam que a maioria dos alunos do grupo experimental, com uma média de 6,5 anos de idade, não foi capaz de desenvolver um significado de ser vivo, como parte integrante de uma estrutura conceitual complexa. Porém, uma parte significativa do grupo experimental desenvolveu, por via da intervenção, um significado de ser vivo bem para além do que é proposto no 4º estágio de desenvolvimento piagetiano, previsto para a idade de 11/12 anos e segundo o qual a vida é reservada aos animais, ou aos animais e plantas.

Palavras-chave


experimental; reflexivo; colaborativo; construção de significados

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Revista Investigações em Ensino de Ciências (IENCI) - ISSN: 1518-8795 

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