OS ESPAÇOS NÃO FORMAIS AMAZÔNICOS COMO POTENCIALIZADORES DE APRENDIZAGEM PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS: UMA PERSPECTIVA A PARTIR DA TEORIA FUNDAMENTADA

Andreza Rayane Holanda Reis de Oliveira, Cirlande Cabral da Silva

Resumo


Em plena Floresta Amazônica, extremamente rica em biodiversidade, alguns Espaços Não Formais (ENF) apresentam-se como locais propícios para aprendizagem, uma vez que naturalmente estimulam a criatividade, a sociabilidade, o emotivo, além de possivelmente contribuírem para a aquisição e retenção do conhecimento. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi de compreender a aprendizagem de Ciências a partir da percepção dos alunos quando visitam esses espaços. Os dados coletados (entrevistas e observações) foram analisados através da Teoria Fundamentada, visando à elaboração de uma teoria explicativa, buscando sempre ouvir as vozes das crianças. Dessa forma percebemos que os estudantes sentem curiosidade em aprender diversos conteúdos abordados nos ENF, além de destacarem que memorizar a imagem dos animais e a aula, de um modo geral, fará com que eles obtenham êxito nas provas. Verificamos também que a aprendizagem afetiva ou apreciativa predominou nas aulas nesses espaços não formais.


Palavras-chave


Espaços Não Formais Amazônicos; Teoria Fundamentada; Percepções de alunos

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DOI: http://dx.doi.org/10.22600/1518-8795.ienci2019v24n3p59

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Revista Investigações em Ensino de Ciências (IENCI) - ISSN: 1518-8795 

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