CONSTANTE COSMOLÓGICA
A constante cosmológica foi introduzida primeiramente pelo físico alemão Albert Einstein, para que um Universo estático, como se acreditava-se na época. Albert Einstein com sua incrível intuição propôs um Universo homogêneo e isotrópico. Quando aplicou tais condições nas equações da Teoria da Relatividade Geral, de sua autoria, precisou acrescentar mais um termo. Pois sem este termo o Universo iria expandir-se infinitamente ou contrair-se para um ponto. Mas Einstein não observou tais conseqüências, fato que segundo ele “foi minha maior mancada”. A equação que Einstein deduziu com sua teoria para o Universo, já com a constante acrescida era:

Onde Lambda é a constante cosmológica que viabilizava um Universo estático como era aceito. Observe que no caso em que K0=0, a constante é capaz de frear a expansão cósmica, criando um Universo estático.
O russo Alexander Friedmann foi o primeiro a resolver as equações da Teoria da Relatividade Geral para um Universo em expansão. Friedmann usou como premissas somente que o Universo era homogêneo isotrópico e que deveria haver conservação de massa, ρR3=ρ0, e derivando a equação anterior obteve:

Observe que quando Λ=0, o Universo é desacelerado, mas quando Λ> 4πGρ/c2, o parâmetro de escala do Universo é acelerado conforme indicam as recentes observações.Mas tal constante ainda não tem significado físico. Especula-se que pelo modelo Newtoniano, a contribuição da constante pode vir da seguinte forma:

Observe que o terceiro termo é uma energia potencial.
Atualmente acreditasse que este potencial é referente ao potencial do vácuo. O vácuo
faz com que uma dada região, ao expandir por dV,ganhe
uma energia ρvc2dV. Como o
trabalho correspondente é ρvdV e a
energia deve se conservar obtemos que ρv = −ρvc2 ou seja a pressão do vácuo é
negativa.

E desta forma podemos achar a força na forma clássica referente a este potencial:
![]()
A
conseqüência é que a equação de Friedmann correspondente deve ser:

e
portanto a densidade do vácuo determina o valor da constante cosmológica

Na figura ao lado podemos ter uma proporção de energia escura no Universo.

Neste gráfico é possível ter uma idéia da importância da energia escura no Universo.
INTERPRETAÇÃO QUÂNTICA:
Atualmente a hipótese de que o
universo sofreu uma forte inflação logo após o Big-Bang e que a mesma levou a
geração da matéria bariônica é amplamente aceita no meio científico (confirmada,
por exemplo, pelo WMAP). Esta inflação que aumentou o universo de um ponto
quente e denso, medindo cerca de 10-25cm(um trilhonésimo do raio do
próton), para a escala atual, cujo raio de Hubble é da ordem de 1028cm,
provocou também uma transição de fase da matéria. Este super-resfriamento
terminou separando a força nuclear forte da força fraca, deixando um plasma
quente de partículas elementares(quarks, leptons, gluons, bósons W/Z e fótons).
A transição de fase, por sua vez, corresponde a uma quebra espontânea de simetria associada a uma transição quântica sofrida por um campo escalar que decai para um estado de menor energia potencial. Isto é interpretado como um decaimento do vácuo para um estado de energia potencial ainda menor, convertendo energia do vácuo para uma radiação de fundo repulsiva permeando todo o espaço. Esta energia potencial mínima do campo escalar sendo constante, pode ser incorporada às equações de Einstein sob a forma de uma constante cosmológica, representada por Λ, que gera a força repulsiva causadora da inflação e é interpretada como energia do vácuo quântico. Porém é necessária uma constante cosmológica positiva incrivelmente grande para dar origem a inflação. Então, como pode a constante cosmológica hoje ser positiva e extremamente pequena? Porque ela diminuiu tanto nestes 13.7 bilhões de anos? Este é um dos grandes desafios da cosmologia atual.
PROBLEMAS TEÓRICOS:
Podemos separar em dois os grandes problemas teóricos que podemos observar ao tratar a energia escura como sendo a energia do vácuo, isto é, a constante cosmológica:
Problema da Coincidência Cósmica:
Consiste no
fato de que existe uma coincidência aproximada entre a densidade de energia do
vácuo e a densidade de matéria no Universo atual. Isto é particularmente
estranho atendendo a que o balanço relativo entre estas energias varia
rapidamente à medida que o Universo se expande. De fato, no universo primordial
a energia do vácuo era desprezível em comparação com a matéria enquanto que
recentemente a situação se inverteu e é a energia do vácuo que começou a
dominar. Existe então um período relativamente curto na história do Universo em
que estas densidades de energia são comparáveis e parece uma coincidência
estranha que esse período seja precisamente em torno do presente.
Problema da Constante Cosmológica:
Pelas
previsões da Mecânica Quântica existe uma energia de ponto zero associada às
flutuações do vácuo. Esta energia é fonte de um campo gravitacional que atua
exatamente como uma constante cosmológica, quando considerada do ponto de vista
da teoria da relatividade geral. Como todo campo gravitacional altera a
estrutura do espaço-tempo, a energia do vácuo pode ser determinada medindo-se a
geometria do universo (com o Hubble, por exemplo). Acontece que as estimativas
da teoria quântica de campos e da teoria das partículas elementares dão um
valor, para a densidade de energia do vácuo, incrivelmente maior do que as
medidas cosmológicas.
A
invariância de Lorentz nos diz que no vácuo o tensor de energia-momento deve
ter a forma áTmnñ = -árñgmn. Isso tem o mesmo efeito de
adicionar um termo 8pGárñ à constante
cosmológica efetiva: leff
= l + 8pGárñ. Fazendo uma
aproximação superior grosseira poderíamos supor l=0 e utilizando valores fornecidos por medições de
redshifts cosmológicos em função da distância:
árñ = |rv| < leff/8pG≈ 10-47GeV4
Tomando valores teóricos da
relatividade geral, assumindo válidos até a escala de Planck, obteríamos árñ ≈
2.1071GeV4. Ou seja, valores teóricos sugerem uma densidade média
aproximadamente 10118 vezes maior que a medida.
A estrutura geométrica do universo é
extremamente sensível ao valor da densidade de energia do vácuo. Se ela, ou
equivalentemente, a constante cosmológica, fosse tão grande quanto sugerida
pelas teorias de partículas elementares, o universo no qual vivemos seria
dramaticamente diferente, com propriedades que acharíamos tanto bizarras quanto
perturbadoras. Para se ter uma idéia da gravidade do problema basta mencionar
que o valor preconizado pelas teorias quânticas de campo, para a constante
cosmológica, levam a um universo cuja idade seria da ordem de 10-10
do segundo e cujo horizonte de eventos estaria a 3 cm do observador!
A BUSCA POR UMA SOLUÇÃO:
O maior desafio
para qualquer teoria da energia escura é explicar a quantidade da matéria
inferida uma quantidade que não seja demasiada a ponto de acarretar a sua
possível interferência na formação de estrelas e galáxias no Universo primordial, mas que seja suficiente para que os
seus efeitos possam ser sentidos hoje. Dessa forma torna-se essencial para os
cientistas definir se a energia escura é dinâmica ou não sendo uma constante
cosmológica, a aceleração continuará e o universo se expandirá cada vez mais
rápido no futuro, com as galáxias se isolando e as estrelas se apagando. Sendo
uma quintessência, a aceleração diminui com o tempo, podendo parar ou até mudar
de sinal, ou a aceleração também cai mas tende a uma constante e assim o futuro
do universo é parecido com o do cenário com constante cosmológica.
![]() |
UNIVERSO ESTÁ EM EXPANSÃO ACELERADA: NECESSIDADE DA ENERGIA ESCURA
''Em
1998, as observações astronômicas de Supernovas mostraram, com grande precisão,
que o Universo expande aceleradamente. Tal resultado surpreendeu a comunidade
científica, pois, sendo a gravidade uma força atrativa, a expansão deveria ser
desacelerada, conforme se acreditou durante muitas décadas.''
''Para explicar o resultado dessas
observações, os cosmólogos introduziram uma componente extra no Universo, o
ente responsável pelo atual estágio de expansão acelerada. Atualmente,
acredita-se que o Universo é basicamente formado por bárions (elementos
pesados), fótons, neutrinos, matéria escura, além da componente que acelera o
universo – sendo, esse último, o quinto e o mais abundante dos elementos
básicos, a energia escura.''
''A determinação das propriedades e da natureza dessa componente, responsável,
juntamente com a matéria escura, por 95% do conteúdo de matéria e energia do
universo, deverá nortear o desenvolvimento da cosmologia no século XXI.''
CANDIDATOS À ENERGIA ESCURA: CONSTANTE COSMOLÓGICA (ENERGIA DO VÁCUO) OU
QUINTESSÊNCIA?
Um
candidato à energia escura é a energia do vácuo, a energia to espaço vazio,
conhecida por constante cosmológica ou Lambda.
Todos
os campos quânticos possuem uma quantidade finita de “ponto-zero” de energia do
vácuo como um resultado do princípio de incerteza. Uma estimativa ingênua da
energia de ponto-zero prevê uma densidade de energia do vácuo 120 ordens de
magnitude maior que a densidade de energia de todo outro tipo de matéria do
universo. Se a densidade de energia do vácuo fosse tão enorme, causaria uma
rapida expansão exponencial do universo que separaria todas as uniões
eletrostáticas e nucleares que mantém átomos e moléculas unidas. Não existiriam
galáxias, estrelas ou vida. Uma vez que não podemos ignorar a mecância quântica,
algum outro mecanismo deve anular a energia do vácuo.
Talvez
houvesse um mecanismo miraculoso que cortasse 120 ordens de maginitude
resultando a energia do vácuo nos 2/3 necessários à densidade de energia
crítica para tornar o universo plano. Temos que admitir, porém, que isto é um
tanto bizarro, ainda mais se extrapolarmos para o período inicial do universo,
onde a densidade de matéria eram muito maior, mas a densidade de energia do
vácuo possuia um valor constante igual ao de hoje. Em outras palavras, a
densidade de energia do vácuo permanece constante mas a energia total do vácuo
cresce conforme o universo cresce (expande). Esta energia adicional provém da
energia potencial gravitacional do universo.
Parace
natural que a energia escura comece com uma densidade similar à densidade de
matéria e radiação na época inicial do universo. A densidade de energia escura
e matéria devem ambas decrescer em taxas similares com a expansão do universo,
com a densidade de energia escura sobrepondo a densidade de matéria somente
depois da formação das estruturas do universo. No entanto, se a densidade de
energia escura mudou, não pode consistir de energia do vácuo. Para solucionar
este problema, Robert R Caldwell, Paul J Steinhardt e Rahul Dave, em 1998,
propuseram a quintessência:
Quintessência
é uma forma de energia dinâmica, que evolui com o tempo e depende do espaço,
com pressão negativa o suficiente para acelerar a expansão do universo.
Enquanto
a constante cosmológica é uma forma específica de energia (energia do vácuo), a
quintessência se refere a uma extensa classe de possibidades.
O nome provém da idéia de um 5o
elemento como um tipo especial de matéria que preenche o cosmos introduzida
pelos gregos. Na cosmologia aristotélica, por exemplo, o universo seria finito,
estático e formado por cinco elementos primordiais: água, ar, terra, fogo e
quintessência.
QUINTESSÊNCIA NO CAMINHO
O
modelo mais simples propõe que a quintessência é um campo quântico com um
comprimento de onda muito longo, aproximadamente do tamanho do universo
observável. Uma partícula é geralmente pensada como um pacote de ondas em um
campo quântico, mas uma vez que este pacote é muito maior que qualquer escala
convencional de comprimento, uma descrição de partícula é impraticável.
A
energia é composta pela energia cinética, a qual depende da taxa de oscilações
no campo de força, e energia potenial, a qual depende da interação do campo com
ele mesmo e matéria. A pressão é determinada pela diferença entre a energia
cinética e energia potencial, com a energia cinética contibuindo positivamente
para a pressão. No entanto, uma vez que a oscilação tem um comprimento de onda
e período extreamanete longo – essencialmente do tamanho e idade do universo –
sua energia cinética é desprezível. O comportamento do campo da quintessência é
portanto dominado pela forma como interage consigo mesmo. A interação potencial
própria resulta numa pressão negativa.
Dentro
de alguns modelos que procuram unificar as quatro forças fundamentais da
natureza existem campos, denominados “tracker fields”, que podem fazer a
quintessência se comportar da seguinte forma:
Primeiramente, a densidade de energia
escura no universo primordial pode ser comparável com a densidade de matéria. O
modelo é insensível a valores exatos de condições inciais pois as equações
dinâmicas que determinam a evolução do “tracker field” possuem soluções que
fazem a energia seguir a mesma evolução, independente das condições iniciais
(similar aos atratores clássicos encontrados em dinâmicas não lineares). Em
particular, a densidade de energia segue a densidade de radiação e matéria.
Para a maior parte da história do universo, a quintessência ocupa uma fração
muito pequena da densidade crítica, mas a fração cresce vagarosamente até
finalmente sobrepor a densidade de matéria.
Parece
natural questionar se existe alguma interação gravitacional direta entre
matéria ordinária e energia escura. Se a energia escura é a energia do vácuo,
então as duas não podem interagir pois a energia do vácuo é inerte e
inalterável. Mas, se a energia escura é quintessência, elas podem interagir sob
certas condições. Partículas ordinárias são fisicamente muito pequenas
comparadas ao comprimento Compton das partículas de quintessência. Portanto
partículas individuais possuem um efeito completamente desprezível sobre a
quintessência (e vice-versa). No entanto, agrupamento muito grande de matéria
ordinária – que se extende sobre uma região comparável do comprimento Compton –
pode interagir gravitacionalmente com a quintessência e criar inomogeneidades
na sua distribuição, podendo produzir sinais detectáveis na CMB.
PORQUE A ACELERAÇÃO SOMENTE INICIOU AGORA?
O
que os cosmólogos acham mais difícil de explicar é porque a aceleração deve começar
neste momento particular da história do universo. Seria apenas uma
conincidência de que justamente quando seres racionais tenham evoluído, o
universo começou uma expansão acelerada?
Uma
possibilidade satistatória é que a aceleração é provocada por eventos naturais
na recente história do universo. De acordo com o modelo do big-bang, a
densidade de energia do universo foi predominantemente em forma de partículas
quentes e relativísticas até o universo atingir dezenas de milhares de anos.
Naquele tempo, o universo esfriou suficientemente para que a energia de
partículas massivas não-relativísticas se tornassem mais importantes que ambas
sua energia cinética e a energia de radiação, resultando na alteração da taxa
de expansão cósmica. Isto marca o início da época de domínio da matéria.
Somente neste momento a gravidade pode aglomerar matéria para formar estrelas,
galáxias e estruturas de grande escala. É provável que esta transição provocou
a chegada da quintessência?
Tracker quintessência possui uma pressão que se
ajusta a forma de energia que domina o universo em cada momento. Quando o
universo é dominado pela radiação, o tracker field imita a radiação: a
densidade de energia cai com a mesma taxa que a densidade de energia de
radiação e a pressão da quintessência é dada por P=ρ/3, a mesma que para a
radiação. Quando o universo se torna dominado pela matéria, o tracker field
imita a matéria, para a qual a pressão é aproximadamente zero. O tracker field
é capaz de seguir a densidade de energia da radiação e matéria pois a variação
temporal da energia e pressão do tracker-field são controlados por efeito
dissipatico, “Hubble damping”, que é determinado, por sua vez, pela radiação ou
matéria. Enquanto a imitação continua, a energia do tracker field é uma pequena
fração fixa da energia total e a expansão desacelera.
Para
parar a imitação e inicar um período de aceleração, o potencial deve possuir
algum aspecto que causa o campo a parar em um valor aproximadamente constante
em algum tempo mais tarde. Se o tracker field é constante, a energia cinética é
desprezível comparada com a energia potencial, o que é precisamente a condição
requerida para uma componente de pressão negativa e aceleração cósmica. O
problema é que a característica do potencial para o tracker field deve ser
delicadamente sintonizado para que a aceleração inicie no tempo certo.
O
problema de sintonia pode ser contornado por uma forma original de tracker
field chamado “k-essence” (abreviação para “kinetic-energy-driven
quintessence”). Nestes modelos, a energia cinética depende não-linearmente da
variação temporal do tracker field, o qual causa as características originais
da dinâmica. No começo do universo, quando a radiação dominava, estes aspectos
não eram evidentes, e a energia imitava a radiação. No entanto, quando o
universo foi submetido à transição para o período de matéria dominante, ao
contrário dos exemplos discutidos acima, o campo k-essence recusou a seguir a
matéria. Primeiramente, o campo desacelerou e a densidade de energia cinética caiu
acentuadamente, mas logo convergiu para um valor fixo e começou a atuar como
uma fonte de pressão negativa. É somente um curto período (em relação a época
atual) antes de sobrepor a densidade de matéria (que continua a cair) e levar a
universo a aceleração cósmica. O ponto crucial é que não há necessidade de um
aspecto especial na energia potencial para isto acontecer. Desta forma, isto é
uma resposta dinâmica automática ao aparecimento da dominação da matéria.
Neste
cenário, o fato de seres racionais e aceleração cósmica ocorrerm
aproximadametne ao mesmo tempo na história do universo não é coincidência.
Ambas formação de estrelas e planetas, necessários para suportar a vida, e
transição da quintessência em uma componente de pressão negativa são resultados
do surgimento do domínio da matéria.
REFERÊNCIAS
[1]
A Dynamical Solution to the Problem of a Small Cosmological Constant and Late-time Cosmic Acceleration (arXiv:astro-ph/0004134v1)
C. Armendariz-Picon,
V. Mukhanov and Paul J. Steinhardt
[2] A new view
of k-essence (arXiv:astro-ph/0302279v1)
Michaël
Malquarti, Edmund J. Copeland, Andrew R. Liddle, and Mark Trodden
[3] Essentials
of k-essence (arXiv:astro-ph/0006373v1)
C.
Armendariz-Picon, V. Mukhanov, Paul J. Steinhardt
Evidências Obeservacionais
Praticamente toda observação que permita determinar
os parâmetros do modelo cosmológico são observações válidas para determinar o
comportamento da energia escura, mas estas medidas devem ser de alta precisão.
*0
Supernova do tipo Ia: usandas como vela padrão, elas
tem uma magnitude absuluta bem conhecida. Logo, ao medir o fluxo desta
supernova, obtemos uma magnitude aparente. A partir daí, podemos calcular o
módulo de distâncias que nos dá a distância de luminosidade, que está
relacionada diretamente com os parâmetros q(0) e H(0). Que por sua vez nos dá
informações sobre as componentes do universo naquela época.
Projetos: SNAP(Supernova Aceleration Probe); LSST
(Large Synoptic Survey Telescope).
*1
Distribuição de Galáxias
de Alto Redshift(z): medindo a distribuição de galáxias a uma determinado z fixo, esperamos,
pelo principio cosmologico, obter uma distribuição homogênea para qualquer
valor de z apreciavelmente grande. Logo, se compararmos valores de densidade de
galáxias em uma faixa de redshifts, é possivel determinar a taxa de expanção do
universo naquela época, e portanto, determinar como as diferentes componentes
agiam naquela época.
Projetos: DES(Dark Energy Survey)
*2
Separação angular dos
picos do CMB: ao
introduzirmos o modelo da quintessência, podemos mostrar que há uma pequena
variação na distância angular dos picos de flutuação do fundo cósmico de
microndas. Caso exista essa diferença ela pode ser considerada como uma
evidência favorável ao modelo da quintessência.
Projetos: telescópio espacial de microndas Max
Planck.
*3
Variação das constântes
universais: a maneira
como a quintessência teoricamente age sobre as particulas, pode mudar a maneira
como se dá a interação entre elas. Essa modificação pode ser refletida na
variação temporal das constântes universais da física.
Ex.: espectro de estrutura fina da linha de 21cm do
Hidrogênio, pode mostrar uma variação na constante de estrutura fina da
matéria.
Caso
modelos futuros comprovem a existência da quintessência cosmologica, o futuro
do universo estará determinado não apenas pela sua geometria e comportamento das
componentes, mas com o comportamento da energia escura também, que ainda é uma
mistéria.