O centro da nossa galáxia, a Via-Láctea, é identificado com uma fonte de rádio compacta chamada Sagitarius A. Até há poucos anos, o centro da Via Láctea só era acessível em rádio, devido à grande quantidade de poeira no plano da nossa galáxia que impede a observação ótica das estrelas. De uns 15 anos para cá, aperfeiçoaram-se detectores na faixa infravermelha do espectro, que permitem observar através da poeira. Tornou-se possível, então, medir velocidades de estrelas individuais no centro da Via Láctea através de imagens (os chamados movimentos próprios) e espectroscopia (velocidades radiais). Os astrônomos alemães Eckart & Genzel (1996, 1997) vêm acumulando medidas das velocidades das estrelas no centro da galáxia e recentemente publicaram o resultado obtido ao juntar os dados de cerca de 200 estrelas observadas: eles concluíram que as velocidades das estrelas crescem em direção ao núcleo da Via-Láctea de acordo com a Lei de Kepler (para o movimento de partículas em torno de uma massa central), até a mínima distância ao centro possível de ser resolvida (cerca de uma semana-luz). As velocidades observadas indicam uma densidade central maior do que 2x1012 massas solares por parsec cúbico, que é muito mais alta do que a que permite a existência de um aglomerado estelar estável.
A única conclusão possível é que existe no centro da Via Lácta um BN de massa 2.6x106 M
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Somente na nossa galáxia é possível observar o movimento individual das estrelas. Todas as demais galáxias estão muito distantes para isto ser possível. Nas outras galáxias observamos evidências de certa forma indiretas da presença de um BN supermassivo central. O movimento individual das estrelas é considerado uma evidência mais direta da presença de um objeto compacto massivo no centro, e por isto o resultado acima para o centro da Via Láctea é considerado a evidência mais forte no Universo da presença de um BN supermassivo.