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    CNPq 2001-2011

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    CNPq Physics - Comparison 2005 - 2010 (text in portuguese)


    Produtividade em Pesquisa - CNPq - 2005-2010 :
    uma análise comparativa

    Patrícia Duarte, M. C. Barbosa e J.J. Arenzon
    Instituto de Física - UFRGS


    Há alguns anos publicamos uma análise estatística dos bolsistas de produtividade em pesquisa na área de física: "Uma das mais importantes medidas para incentivar o desenvolvimento científico do país sem dúvida foi a implantação da bolsa de Produtividade em Pesquisa pelo CNPq. Embora os critérios para a renovação da bolsa sejam razoavelmente claros, o mesmo não se pode dizer para a entrada e saída no sistema e para as alterações de nível. Com a introdução da grant para os bolsistas de nível I, esta caracterização se tornou ainda mais importante. Usando os mesmos dados (coletados em janeiro/fevereiro de 2005), mas atualizados dados acessíveis aos comitês, isto é, o Currículo Lattes, apresentamos aqui uma análise preliminar destas questões, restrita aos bolsistas da área de Física. Além disso,  caracterizamos também a distribuição de bolsas por gênero e região do país."

    Repetimos aqui a mesma análise
    com dados coletados em 2010, complementada com número de citações e fator H.
    As perguntas relevantes continuam as mesmas: 
    • Qual o perfil do pesquisador do CNPq?
    • Qual o perfil de cada nível?
    • Qual o perfil regional?
    • Existe alguma diferença entre  pesquisadores e pesquisadoras?
    Com estes dados, esperamos dar subsídios para que tanto o CA do CNPq quanto a comunidade
    possam, além de acompanhar os avanços e ter uma ideia clara da situação atual, criar um ambiente
    de discussão propositiva que contribua com melhoras para o sistema.

    Em 2005, analisamos um total de 607 bolsistas, dos quais 547 do sexo masculino (90%) e 60 (10%) do feminino. Em 2010
    foram 864 bolsistas, 769 (89%) do sexo masculino e 95 (11%) do feminino. As distribuições por nível, gênero e região são as seguintes:

    Nível Masc Fem S SE CO NE NO Total por região
    2005
    2010
    2005
    2010
    2005
    2010
    2005
    2010
    2005
    2010
    2005
    2010
    2005
    2010
    2005
    2010
    1A 58 67
    2 5
    6 7
    51 58
    0 1
    3 6
    0 0
    60 72
    1B 50 62
    5 6
    5 12
    43 43
    1 4
    6 9
    0 0
    55 68
    1C 129 99
    13 9
    16 13
    100 83
    4 1
    22 10
    0 1
    142 108
    1D 101 125
    15 18
    16 26
    85 92
    2 2
    13 23
    0 0
    116 143
    2 209 416
    25 57
    34 67
    147 279
    14 31
    39 89
    0 7
    234 473
    Total 547 769
    60 95
    77 125
    426 555
    21 39
    83 137
    0 8
    607 864

     

    Produtividade

    A figura abaixo mostra a produção total e anual
    (definimos o "ano acadêmico" como o tempo passado desde o término do doutorado), dividida por níveis. O represamento no nível 2 em 2005, que apresentava a maior produção anual,  não aparece em 2010 provavelmente porque o excesso de demanda que ocorria foi resolvido com o aumento no número de bolsas. Agora a produção total e a ponderada fornecem o mesmo diagnóstico, ou seja, um crescimento aproximadamente linear em função do nível.
     

    artigos por nívelartigos por nível

    Embora estas médias sejam ilustrativas, o cenário é muito mais rico se olharmos a distribuição completa para cada um destes níveis. Primeiramente, para o número total de artigos:

    distribuicao por niveldistribuicao por nivel

    É interessante notar que a largura das distribuições aumenta nos últimos níveis. Nos primeiros (2, 1D e, talvez, 1C) temos claramente um critério para definir o perfil: o número de artigos. Para os níveis 1A e B, este critério não é mais suficiente, as distribuições são muito largas e precisamos de outras características para qualificar o perfil do pesquisador. Em particular, há uma considerável ambiguidade devido à superposição entre os diferentes níveis. Por outro lado, a produção por ano acadêmico, que era similar entre os vários níveis, agora apresenta uma pequena tendência:

    artigos/ano academicoartigos/ano academico
     
    Muito interessantes, porém, são os histogramas por idade, para todos os níveis. Há uma forte correlação entre o nível e a idade do pesquisador, a qual permanece praticamente inalterada entre 2005 e 2010.

    histograma idadehistograma idade


    Distribuição por região

    artigos por regiaoartigos por regiao

    Distribuição por gênero

    Podemos também separar os dados por gênero:

    Producao por generoProducao por genero
    producao por genero producao por genero

    Em 2010, embora ainda ocorra um pequeno represamento das mulheres no nível 1D, se pode observar o efeito da ação afirmativa nos outros níveis, onde as mulheres  têm, em média, um artigo por ano a menos que os homens. Em relação ao número total de artigos, o desbalanço que ocorria em 2005 em relação aos níveis 1B-1A foi resolvido em relação ao nível 1A e invertido em relação ao 1B.

    Citações e H

    Primeiramente podemos ver que a relação proposta por Hirsch entre o número de citações e o índice H (o número de citações cresce com o quadrado de H) é obedecido pela totalidade dos dados:
    citacoes versus H

    Separando as citações por nível:
    CitacoesH
    Separando por gênero, vemos que nos níveis 2, 1C e 1B as citações se equivalem. Porém, as mulheres no nível 1D são mais citadas do que os homens enquanto que no nível 1A o número de citações é bastante menor. Informação análoga obtemos do índice H.

    CitacoesH

    O mesmo pode ser feito com o índice H:

    HH

    As distribuições nos fornecem um quadro mais preciso dessas distribuições pouco concentradas. Para o índice H, separado por nível:

    H

    Já a distribuição pelo número de citações é:


    Histograma de citações, por nível


    podemos também separar por gênero. Tanto a distribuição de citações quando do índice H, respectivamente, são semelhantes:

    Distribuição citações gêneroDistribuição H gênero


    Conclusões


    Claramente esta nossa análise é superficial e preliminar. Por exemplo, nem todos os artigos são iguais, o que provavelmente é considerado pelo comitê: fator de impacto da revista, número de autores, etc. Além disso, outros indicadores que certamente ajudariam são aqueles menos quantitativos e mais qualitativos, como o número de citações. O pequeno número de amostras, principalmente nas análises por genêro e por região também é uma dificuldade extra. Mas nosso objetivo é abrir a discussão e incentivar estudos mais detalhados e cuidadosos sobre o assunto, mas para isso é fundamental que exista vontade política do CNPq em disponibilizar, de modo automático e periódico, estes dados, não só para a área de Física, como para todas as áreas. É fundamental para a comunidade poder identificar claramente suas metas, e para isso, a transparência dos perfis e critérios é fundamental, e esforços nesse sentido têm sido feitos recentemente.
     


    A análise anteriormente realizada pode se vista no link cnpq-2005.html