Laboratório

    O suporte técnico à pesquisa utilizando a técnica PIXE no IF-UFRGS é totalmente fornecido pelo Laboratório de Implantação Iônica, cujas atividades tiveram início no ano de 1981. Um ano antes, surgiu o Grupo de Implantação do IF-UFRGS, por iniciativa do Prof. Fernando C. Zawislak e colegas que até então trabalhavam nas áreas de correlação angular perturbada e física nuclear.

    O primeiro acelerador de partículas a operar no Laboratório de Implantação Iônica era de 500 kV (ver figura), e foi obtido com recursos da FINEP. Em 1989 o laboratório recebeu um implantador de íons de 250 kV como doação da IBM (USA), que atualmente está dedicado a aplicações em microeletrônica. Antes do fim da década de 1990 o Laboratório de Implantação Iônica já era uma das facilidades de pesquisa de sucesso da UFRGS, não somente pela produção científica qualificada, mas também pela formação de doutores e mestres, e pelo intenso intercâmbio internacional.

    Como resultado deste sucesso, o Grupo de Implantação Iônica recebeu um novo auxílio da FINEP, que permitiu a aquisição, em janeiro de 1995, do acelerador Tandetron de 3 MV (ver figura), instalado em um novo prédio e em operação desde dezembro de 1996.

    Com os três aceleradores, o laboratório tem condições de produzir feixes iônicos de praticamente todos os isótopos estáveis da tabéla periódica. Além de implantação/irradiação iônica e PIXE, o Laboratório de Implantação Iônica ainda utiliza três outras técnicas para a análise de materiais:

  • Restroespalhamento Rutherford (RBS) com possível canalização de íons em monocristais (RBS/Channeling);
  • Análise por Reações Nucleares (NRA);
  • Análise de Átomos por Recúo Elástico (ERDA).