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Palestras Livraria Cultura 2013

PALESTRAS DO INSTITUTO DE FÍSICA NA LIVRARIA CULTURA
2013

Livraria Cultura, Bourbon Shopping Country,

19h e 30min



Ciclo de Palestras do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na Livraria Cultura é um projeto que oferece ao público em geral uma visão simples e acessível desta área do conhecimento humano, que tanto tem contribuído para a sociedade.

"EXPLORANDO O UNIVERSO"

MIRIANI G. PASTORIZA

21 de Março

 

A palestra tem como objetivo descobrir o fascínio do Universo. Ela será toda ilustrada por imagens do telescópios como o Hubble, vídeos e animações. Partiremos da Terra, percorreremos o Sol, os planetas e luas do Sistema Solar, cruzaremos com cometas e asteróides, exploraremos a Via Láctea, nossa galaxia hospedeira, e suas nebulosas com estrelas recém-nascidas, observaremos buracos negros e outras galáxias.

 

 

 

 
MIRIANI G. PASTORIZA-Possui graduação em Astronomia - Universidad Nacional de Córdoba (1965) e doutorado em Astronomia - Universidad Nacional de Córdoba (1973). Professora aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde foi Professora Titular. Atualmente é Professora Convidada do Departamento de Astronomia do Instituto de Física da UFRGS. Tem experiência na área de Astronomia, com ênfase em Astrofísica Extragaláctica, atuando principalmente nos seguintes temas: galáxias, formação estelar, núcleos ativos e interação de galáxias. Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências.

 




 

 

"BURACOS NEGROS"

TAÍSA STORCHI BERGMANN

18 de Abril

 

De objetos exóticos preditos pela teoria da relatividade geral, os buracos negros "passaram a fazer parte da realidade física" a partir de observações astronômicas com instrumentos cada vez mais sofisticados. Estes instrumentos, como o Telescópio Espacial, por exemplo, têm revelado a presença deles em estrelas duplas (os buracos negros estelares) e no centro das galáxias (os buracos negros supermassivos). Nosso conhecimento sobre a evolução do Universo já não pode prescindir da existência dos buracos negros. Eu vou descrever as propriedades destes exóticos objetos bem como as evidências observacionais da sua presença, e as implicações da sua existência para a evolução e origem das galáxias e do próprio Universo. Vou também descrever minha experiência na observação de galáxias e estudo dos buracos negros supermassivos existentes nos seus núcleos.

 

 

 
THAISA STORCHI BERGMANN - é Doutora em Astrofísica e Professora e Chefe do Departamento de Astronomia do Instituto de Física da UFRGS, sendo também Chefe do Grupo de Pesquisa em Astrofísica. Obteve seu doutorado em 1987, no próprio Instituto de Física, tendo feito estágios de pós-doutoramento na Universidade de Maryland, Washington, no Instituto do Telescópio Espacial Hubble, em Baltimore, e no Rochester Institute of Technology, Rochester, Estados Unidos. Seu trabalho de pesquisa sobre buracos negros supermassivos em galáxias tem tido grande repercussão internacional, estando entre os cientistas brasileiros mais citados no exterior na área de Astrofísica. É membro do comitê científico do Observatório Gemini, um consórcio de 7 países que administra dois telescópios gigantes de alta tecnologia, do qual o Brasil faz parte. Tem participado de vários outros comitês internacional de reconhecida relevância científica, como o que aloca tempo de observação no Telescópio Espacial Hubble e European Southern Observatory. Recentemente, recebeu os prêmios UNITV e Elsevier/Scopus pela sua contribuição à ciência. No final de 2009, foi nomeada para a Academia Brasileira de Ciências (ABC), e em 2011, para a Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento (TWAS).




 

 

"PENSANDO TECNOLOGIAS PARA CIÊNCIA E EDUCAÇÃO"

RAFAEL PEZZI

16 de Maio

 

O advento de novas formas de comunicação afeta profundamente a sociedade e o modo de vida dos indivíduos, sejam elas sinais químicos de organismos unicelulares, sejam pinturas rupestres, fala, escrita, telefone ou televisão. Porém nenhuma forma se compara à atual rede mundial de computadores, que ampliou não só o potencial de comunicação, mas passou a constituir-se em uma nova linguagem; ampliou os horizontes que antes pareciam intangíveis e, ao mesmo tempo, alterou a qualidade das nossas interações sociais, afetando as bases do ensinar e do aprender. Ou seja, ensejou o surgimento de novas formas de organização social e novos paradigmas para a educação e cultura. Estamos vivendo em um tempo peculiar na história da humanidade: crises sociais, alterações climáticas, perda da biodiversidade, poluição do ar, das águas e do solo. Precisamos urgentemente das melhores ideias e que elas se espalhem rapidamente. Precisamos de uma educação mais eficiente, interessante, criativa, uma educação que habite e cultive o campo no qual as ideias e o conhecimento fluam naturalmente e que, por fim, permita-nos tomar as rédeas da tecnologia e do ambiente urbano no qual vivem mais da metade da população mundial. Nesta palestra serão expostas e discutidas iniciativas educacionais e de inovação tecnológica que fazem uso pleno do potencial criativo da tecnologia da informação para a formação de uma cultura sustentável.

 

 
RAFAEL P. PEZZI - é doutor em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi pesquisador no centro de pesquisas TJ Watson da IBM em Nova Iorque, e também do Laboratório de Catálise Molecular do Instituto de Química da UFRGS. Está participando da construção do Centro de Tecnologia Acadêmica do IF/UFRGS.




 

 



"OS PRIMEIROS MICROSSEGUNDOS: O BIG BANG E A FÍSICA DE PARTÍCULAS NO UNIVERSO QUANDO CRIANÇA"

MAGNO MACHADO

20 de Junho

 

Nas últimas quatro décadas diversos resultados teóricos e experimentais possibilitaram a construção do chamado "Modelo Padrão" das partículas elementares. Este elegante modelo estrutura nossa atual compreensão das partículas fundamentais e das forças da natureza. Um dos principais ingredientes do Modelo Padrão é um campo hipotético, denominado "campo de Higgs", responsável pela geração das massas das partículas fundamentais. Nesta palestra discutiremos algumas propriedades do "bóson de Higgs", a partícula associada ao campo de Higgs, indicando seu papel central num dos grandes mistérios da ciência moderna: a origem da massa.



 
MAGNO MACHADO- Graduou-se em Fisica pela Universidade Federal de Santa Maria (1996), obteve grau de mestre em Física (1998) e doutor em Fisica Teórica (2002) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atuou como Recém-Doutor na Universidade Federal de Pelotas, junto ao IFM-UFPel (2003). Foi Professor Pesquisador na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Campus de Bento Gonçalves, curso de Engenharia de Bioprocessos e Bioengenharia (2004-2006). Atuou como professor Adjunto/Pesquisador na Universidade Federal do Pampa (2006-2009), campus de Bagé, sendo também coordenador do Comitê Institucional PIBIC/CNPq. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Instituto de Fisica. Tem experiência na área de Física, com ênfase em Teoria Geral de Partículas e Campos, atuando em vários temas de pesquisa: física de altas energias no LHC e RHIC, aspectos teóricos/fenomenologicos da Cromodinâmica Quantica (QCD), modelos de Pomeron, raios cósmicos de altíssimas energias, física de neutrinos em altas energias, física de produção de quarks pesados. É consultor ad-hoc das agências de fomento CNPq (Brasil) e CONICYT (Chile) e membro dos Programas de Pós Graduação do IF-UFRGS (orientador) e IFM-UFPel (colaborador).




 

 

"DE TALES DE MILETO AO GATO DE SCHRODINGER: A EVOLUÇÃO DAS IDÉIAS CIENTÍFICAS"

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

18 de julho

 

 



 
JOSÉ ROBERTO IGLESIAS possui graduação no Instituto de Física Balseiro –Universidad Nacional de Cuyo, Argentina (1969) e doutorado no Laboratoire de Physique des Solides - Université Paris Sud (1977). É bolsista de pesquisa do CNPq nível I-A e professor Titular do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Leciona nas Pós-graduações em Física e em Economia da UFRGS. Nos últimos anos vem se dedicando ao estudo de problemas interdisciplinares: principalmente física aplicada à economia e às ciências sociais, estudando problemas como distribuição de renda, propagação de opiniões e criminalidade em redes complexas. Tem larga experiência nas áreas de física da matéria condensada, física estatística e física quântica.




 

 

"O SURGIMENTO DA INDETERMINAÇÃO QUÂNTICA: BREVE DISCUSSÃO SOBRE UM CAPÍTULO MARCANTE NA HISTÓRIA DA CIÊNCIA"

LUIZ FERNANDO ZIEBELL

15 de agosto

 

Abordaremos aspectos históricos ligados ao caminho que levou ao desenvolvimento da mecânica quântica na forma como a conhecemos. A história que vamos abordar e discutir envolve personagens marcantes e muito conhecidos da história da ciência, como Einstein, Bohr, Heisenberg, Schrödinger e outros. Ela nos permitirá acompanhar o surgimento e crescimento de uma nova mecânica, que representou uma revolução no mundo da física e até mesmo uma mudança de paradigma na forma de ver o mundo. A intenção de nossa abordagem é que através da discussão de episódios e personalidades ligados a essa história se possa ilustrar como a ciência se desenvolve e se possa também refletir sobre o conteúdo da ciência que foi desenvolvida. Esperamos ver a lógica da ciência em ação e mostrar como muitas vezes as ideias lançadas na ciência adquirem vida própria e tomam rumos não previstos pelos seus idealizadores.

 
LUIZ FERNANDO ZIEBELL – graduação em Fisica (bacharelado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1976)), mestrado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1979) e doutorado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1983). Pós-Doutoramento no Département de Recherches sur la Fusion Controlée, Centre d'Études Nucléaires, Fontenay-aux-Roses, França (set/84-ago/86). Pós-Doutoramento na University of Maryland, College Park, MD, USA (nov/89-fev/91). Atualmente é Professor Associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Seu trabalho em pesquisa tem ênfase em Física de Plasmas, atuando principalmente nos seguintes temas: ondas e instabilidades em plasmas, plasmas não homogêneos, teoria quase-linear, turbulência em plasmas, plasmas em tokamaks e plasmas empoeirados.




 

 

"DO MICRO AO MACRO-COSMOS: 6 NÚMEROS QUE MEDEM O TAMANHO DA NOSSA IGNORÂNCIA"

HORÁCIO DOTTORI

12 de setembro

 

A dos anos 80 nos deparamos com a existencia da chamada Matéria Escura, cuja quantidade supera em cinco vezes à da Matéria comum, esta que nos rodeia e com a qual estamos familiarizados no nosso dia a dia. Na decada dos anos 90 descobriuse que uma forma de energia permeia o Universo e contrapõe-se à ação fatalmente atrativa da gravitação, superando-a amplamente. Isto é o que chamamos de Energia Escura. O balanço é instigante: conhecemos apenas 4-5% do conteúdo energético do Universo, isto é a matéria comúm, a que está descrita na tabela periódica dos elementos, à qual chamos no jargão da Física "Matéria Bariônica" e desconhecemos de que está constituído 95-96% deste conteúdo energético e isto é o que chamamos de "Matéria Escura" e "Energia Escura". Discutimos o estado atual da pesquisa na area.

 
HORACIO DOTTORI-possui graduação em Astronomia pela Universidad Nacional de Córdoba (1969), especialização em Astronomia pela Max Planck Institut Fur Physik And Astrophysik (1971), doutorado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1983), pós-doutorado pela Royal Greenwich Observatory (1988), pós-doutorado pela Centre National de la Recherche Scientifique (1993) e pós-doutorado pela Ruhr Universitat Bochum (1995). Atualmente é professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Consultor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Membro de corpo editorial da Revista Mexicana de Astronomia y Astrofísica. Tem experiência na área de Astronomia, com ênfase em Astrofísica do Meio Interestelar. Atuando principalmente nos seguintes temas: GALÁXIAS, NÚCLEO, ATIVIDADE.




 

 

"DOS PERGAMINHOS DO MAR MORTO ATÉ O SUDÁRIO DE TURIM: A FÍSICA AJUDANDO A ENTENDER OS FATOS"

JOHNNY FERRAZ DIAS

17 de outubro

 

Vários eventos que ocorreram no passado chegam aos dias de hoje através da descoberta de documentos, objetos e artefatos em geral que, quando contextualizado com fatos históricos conhecidos, contribuem significamente para o entendimento do passado. Entretanto, faz-se necessário a validação científica que, de fato, tais objetos fazem parte de um determinado contexto histórico. Nesta palestra serão discutidos algumas descobertas de cunho religioso e como a física ajudou a contextualizar historicamente tais descobertas.


 
JOHNNY FERRAZ DIAS - possui bacharelado em física pela Universidade de São Paulo, mestrado em fisica nuclear pela Universidade de São Paulo e doutorado em Ciências Físicas pela Universiteit Gent, localizada na Bélgica. Atualmente é Professor Associado II do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e trabalha junto ao Laboratório de Implantação Iônica desse Instituto. Tem experiência na área de Física Fotonuclear e, nos últimos 14 anos, tem trabalhado junto à física do estado sólido, com ênfase em processos de interações de íons e moléculas com a matéria. Atualmente, realiza trabalhos tanto em física básica como em física aplicada utilizando principalmente as técnicas PIXE (Particle-Induced X-ray Emission), RBS (Rutherford Backscattering), RBS canalizado, NRA (Nuclear Reaction Analysis) e MEIS (Medium Energy Ion Scattering). Os principais estudos realizados referem-se a perda de energia eletrônica de íons e moléculas em sólidos, composição elementar de alimentos e estudo de mecanismos de transporte iônico em proteínas e células.




 

"O SÍNCROTON E AS NANOCOISAS...HEIN?"

RAQUEL GIULIAN

21 de novembro

 

Quando surgiram os primeiros aceleradores de partículas, o interesse da comunidade científica era estudar os fragmentos gerados pela colisão de partículas. Mas os Físicos nucleares da época tinham um importante problema para resolver: como se livrar da enorme quantidade de radiação gerada pela aceleração das partículas? A LUZ SÍNCROTRON, como passou a ser chamada, era um obstáculo para os experimentos da época, mas logo tornou-se uma importante descoberta que passou a ser utilizada como ferramenta no estudo dos mais diversos materiais, incluindo as NANOPARTÍCULAS. Nessa palestra, serão apresentados alguns fatos marcantes na história da radiação Síncrotron, e a importância dessa técnica para o desenvolvimento da ciência das NANOCOISAS.

 

 
RAQUEL GIULIAN - possui graduação em Bacharelado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002), Mestrado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2004), Doutorado em Física pela Australian National University (2009) e Pós-Doutorado em Física pela Australian National University (2010). Desde 2011 é professora Adjunta do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atuando principalmente no estudo de nanopartículas formadas por implantação iônica, na modificação de materiais por perda de energia eletrônica e nuclear, e no estudo de semicondutores amorfos e porosos.