Palestras FNAC 2013
CONVERSAS AO PÉ DO FÍSICO
PALESTRAS DO INSTITUTO DE FÍSICA NA FNAC
2013
BarraShopingSul
Av. Diário de Notícias, 300 loja 1113
19h e 30min
Ciclo de Palestras do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na FNAC um projeto que oferece ao público em geral uma visão simples e acessível desta área do conhecimento humano, que tanto tem contribuído para a sociedade.
"PORQUE A FÍSICA AJUDA A ENTENDER A VIDA"
RITA MARIA CUNHA DE ALMEIDA
27 de Março
Matemática não é uma ciência e não trata da Natureza. Mas, por alguma razão, matemática é a linguagem mais poderosa que temos para a descrição da Natureza. A Física hoje pode ser definida como a ciência que descreve a fenômenos naturais através da matemática, propondo modelos que são traduzidos em equações matemáticas cujas soluções têm poder preditivo e descritivo. Desde Newton, diversos sistemas e fenômenos foram assim modelados, mas apenas problemas restritos a uma pequena classe puderam ser resolvidos por serem bem descritos por equações com poucas variáveis e lineares. Isso porque somente estas equações podem ser resolvidas analiticamente, sem a ajuda de um computador. No século XX, no entanto, com a disponibilização de computadores de um modo geral, problemas com muitas variáveis e não lineares puderam ser resolvidos, tornando possível, por exemplo, a descrição do clima com previsões cada vez mais precisas. A Biologia é a ciência que estuda a Vida, cujo um dos principais características é a complexidade. Sistemas vivos não podem ser descritos por poucas variáveis e sistemas lineares e, durante muito tempo, a Biologia foi muito mais descritiva do que preditiva. Discutiremos nesta palestra como a metodologia usada por Físicos em descrever matematicamente fenômenos naturais pode e tem sido aplicada a problemas biológicos, e como Físicos, Biólogos, Matemáticos, Químicos, Informatas, etc, podem e devem interagir para resolver problemas científicos e tecnológicos concretos relativos à Saúde, Meio Ambiente, Ecologia, Evolução, etc.
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"O ADMIRÁVEL MUNDO NANO"
NAIRA MARIA BALZARETTI
24 de Abril
Neste evento será apresentado um breve histórico sobre a nanociência e a nanotecnologia, acompanhado de uma série de exemplos de estruturas funcionais nanoscópicas existentes na natureza e produzidas pelo homem. Serão apresentados alguns exemplos de aplicação das nanotecnologias nas áreas de saúde, meio ambiente e novos materiais.
"A MORTE DAS ESTRELAS"
KEPLER DE SOUZA OLIVEIRA FILHO
22 de Maio
As estrelas também nascem e morrem. Algumas, mais massivas, explodem, viram pulsares ou buracos negros, e outras, como o Sol, simplesmente esfriam lentamente. Como estudamos estas estrelas para aprender não somente sobre elas mesmas, mas para aprender física?
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KEPLER DE SOUZA OLIVEIRA FILHO - Philosophical Doctor (Ph. D.) em física-astronomia, professor do Departamento de Astronomia da UFRGS desde 1979.
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"MAS AFINAL HÁ FÍSICA NAS FLUTUAÇÕES ESTATÍSTICAS DOS CAMPEONATOS DE FUTEBOL?"
ROBERTO DA SILVA
26 de Junho
Nesta palestra serão abordados alguns aspectos relevantes da estatística de pontuação final de times de futebol em campeonatos de pontos corridos. Mostraremos que um modelo não-Markoviano simples acaba sendo um bom candidato para representar os possíveis jogos que ocorrem nestes campeonatos e como as tabelas de classificação que emergem das simulações acabam por reproduzir a tabela final de classificação. Comparações com campeonatos reais como o Brasileiro, Italiano e Espanhol serão apresentadas.
"UM NOVO VIZINHO DA NOSSA GALÁXIA"
EDUARDO BALBINOT
25 de julho
Neste colóquio serão apresentados os passos que levaram a descoberta do mais novo satélite da Via-Láctea, Balbinot 1. A importância desses satélites está ligada ao processo de formação de galáxias e outras estruturas no Universo. Acredita-se atualmente que uma galáxia grande como a nossa se formou ao longo de mais de 10 bilhões de anos num processo de acresção de objetos menores. Esses satélites, como Balbinot 1, são os remanescentes deste processo. Os objetos do halo, em especial, são velhos, funcionando quase como “testemunhas oculares” deste cenário hierárquico de formação, pelo qual sistemas de baixa massa se aglutinam para formar galáxias grandes. Balbinot 1, em especial, foi um grande desafio, pois contém pouco mais de 200 estrelas, o que o torna um dos satélites de menor massa dentre todos os já descobertos.
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EDUARDO BALBINOT – é estudante de doutorado do Instituto de Física da UFRGS, orientado pelo professor Basilio Santiago.
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"LUZ, ÁGUA, HIDROGÊNIO: O FUTURO QUASE PRESENTE"
SÉRGIO RIBEIRO TEIXEIRA
28 de agosto
A espinha dorsal da nossa civilização é formada por nosso sistema de distribuição e consumo de energia, que facilita o avanço da tecnologia, e, por sua vez, oferece um padrão de vida cada vez mais elevado. A energia é um componente fundamental da produtividade, tão importante como matérias-primas, capital e trabalho. A combinação de energia humana amplificada pela energia não-humana é a base do alto padrão de vida nos países industrializados. A descoberta e utilização de novos combustíveis de maior teor de energia tem propiciado um aumento correspondente no avanço tecnológico e da população humana. A transição da madeira para o carvão alimentou a revolução industrial nos séculos 18 e 19, e a do carvão para o produtos petrolíferos, i. é., uma mudança de combustível no estado sólido para o estado líquido, devido à alta densidade de energia dos mesmos, culminou num desenvolvimento tecnológico sem precedentes que revolucionou os padrões de vida na segunda metade do século 20. Porém, este desenvolvimento tem suas consequências nefastas para a sociedade em geral: são recursos exauríveis, causam aquecimento global, , elevação do nível dos mares e o aparecimento de fenômenos clímaticos de grande intensidade, embora hajam controvérsias a estas afirmações. O desenvolvimento sustentável é um objectivo estratégico da sociedade contemporânea moderna refletindo a demanda para o desenvolvimento econômico, social, político e ambiental. Dado este contexto a busca por materiais e processos que são capazes de transformar a energia fornecida pelo sol, aumentou nas últimas décadas, devido aos problemas ambientais associados com a utilização de combustíveis fósseis. Após o trabalho pioneiro de Honda e Fujishima usando fotoanodos semicondutores para a separação da água em H2 e O2, fotoeletrólise, a produção fotocatalítica de hidrogênio emergiu como um processo alternativo de baixo custo na produção de combustíveis limpos e renováveis. Neste processo, a energia dos fotons é convertida em energia química superando a mudança positiva em energia livre, i.é., quando um semicondutor é irradiado com luz, dependendo da região de absorção desta energia, elétrons e buracos são gerados nas bandas de condução e de valência do semicondutor, respectivamente. Os elétrons fotogerados reduzem a água para formar H2, enquanto os buracos oxidam-na para formar O2. Dois fatores importantes que influenciam o processo de quebra fotocatalítica da água são a estrutura cristalina do semicondutor e o número de sítios catalíticos ativos expostos na sua superfície. O objetivo principal nesta área da ciência, está na busca de novos materiais fotocatalisadores, mais ativos e eficientes capazes de ajustar todos os fatores principais que controlam as reações globais de fotoredução e oxidação da água. Nesta exposição pretende-se dar uma visão do estado da arte nesta área da ciência, passando pelo funcionamento dos semicondutores foto catalíticos e resultados já obtidos nestas pesquisas.
"SENSORIAMENTO REMOTO: A TERRA VISTA DO ESPAÇO"
JORGE RICARDO DUCATTI
26 de setembro
A observação da terra a partir do Espaço Exterior tem proporcionado uma perspectiva nova à nossa compreensão do planeta. Anteriormente limitado às observações aéreas, a possibilidade de coletar dados através de satélites artificiais potencializou imensamente as possibilidades de estudar as diversas feições do nosso planeta: terras emersas, oceanos, atmosfera, florestas, culturas agrícolas, cidades, etc. Imagens de satélites atualmente são disponíveis em diversas resoluções espaciais e cobrindo amplas faixas espectrais. Neste seminário, serão abordados os princípios básicos da satelização e do Sensoriamento Remoto, do funcionamento de satélites de observação da Terra, e de algumas aplicações atualmente em desenvolvimento na UFRGS, incluindo estudos do meio ambiente, em agricultura e da atmosfera e na meteorologia. Também serão abordados aspectos que frequentemente intrigam o público, como os atuais limites à observação de detalhes na superfície, e seu monitoramento contínuo.
"MARIE CURIE: CIENTISTA, MULHER E MITO"
MAGNO MACHADO
30 de outubro
"ESCREVENDO COM A LUZ NA ARTE E NA VIDA"
DANIELA PAVANI
CONVIDADA ESPECIAL: FLÁVIA DE QUADROS
27 de novembro








