Redes Sociais

FacebookTwitterYoutube

Palestras FNAC 2013

CONVERSAS AO PÉ DO FÍSICO
PALESTRAS DO INSTITUTO DE FÍSICA NA FNAC
2013

BarraShopingSul
Av. Diário de Notícias, 300 loja 1113
19h e 30min



Ciclo de Palestras do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na FNAC um projeto que oferece ao público em geral uma visão simples e acessível desta área do conhecimento humano, que tanto tem contribuído para a sociedade.

"PORQUE A FÍSICA AJUDA A ENTENDER A VIDA"

RITA MARIA CUNHA DE ALMEIDA

27 de Março

 

Matemática não é uma ciência e não trata da Natureza. Mas, por alguma razão, matemática é a linguagem mais poderosa que temos para a descrição da Natureza. A Física hoje pode ser definida como a ciência que descreve a fenômenos naturais através da matemática, propondo modelos que são traduzidos em equações matemáticas cujas soluções têm poder preditivo e descritivo. Desde Newton, diversos sistemas e fenômenos foram assim modelados, mas apenas problemas restritos a uma pequena classe puderam ser resolvidos por serem bem descritos por equações com poucas variáveis e lineares. Isso porque somente estas equações podem ser resolvidas analiticamente, sem a ajuda de um computador. No século XX, no entanto, com a disponibilização de computadores de um modo geral, problemas com muitas variáveis e não lineares puderam ser resolvidos, tornando possível, por exemplo, a descrição do clima com previsões cada vez mais precisas. A Biologia é a ciência que estuda a Vida, cujo um dos principais características é a complexidade. Sistemas vivos não podem ser descritos por poucas variáveis e sistemas lineares e, durante muito tempo, a Biologia foi muito mais descritiva do que preditiva. Discutiremos nesta palestra como a metodologia usada por Físicos em descrever matematicamente fenômenos naturais pode e tem sido aplicada a problemas biológicos, e como Físicos, Biólogos, Matemáticos, Químicos, Informatas, etc, podem e devem interagir para resolver problemas científicos e tecnológicos concretos relativos à Saúde, Meio Ambiente, Ecologia, Evolução, etc.

 
RITA MARIA CUNHA DE ALMEIDA - possui graduação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1980) , mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1983) e doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1988) . Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Física , com ênfase em Física da Matéria Condensada. Atuando principalmente nos seguintes temas: Estruturas Celulares, Máxima Entropia, Crescimento de Grãos.

 

 

 

"O ADMIRÁVEL MUNDO NANO"

NAIRA MARIA BALZARETTI

24 de Abril

Neste evento será apresentado um breve histórico sobre a nanociência e a nanotecnologia, acompanhado de uma série de exemplos de estruturas funcionais nanoscópicas existentes na natureza e produzidas pelo homem.  Serão apresentados alguns exemplos de aplicação das nanotecnologias nas áreas de saúde, meio ambiente e novos materiais.

 

 
NAIRA MARIA BALZARETTI – é doutora em Ciências pela UFRGS (1995) e realizou estágio de pós-doutorado no National Institute of Standards and Technology (NIST), nos Estados Unidos (1996-1997). Atualmente, ocupa o cargo de Professor Associado III no Instituto de Física da UFRGS. Tem experiência nas áreas de Física e Ciência dos Materiais, atuando principalmente nos seguintes temas: diamante cvd, processamento e análise de materiais em condições extremas de pressão e temperatura, espectroscopia raman, ferramentas diamantadas, materiais cerâmicos, nanociência. Tem 40 trabalhos publicados em revistas internacionais indexadas. Atualmente é Diretora do Centro de Microscopia Eletrônica (CME), Vice-Diretora do Centro de Nanociência e Nanotecnologia (CNANO) e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências dos Materiais na UFRGS.

 

 

"A MORTE DAS ESTRELAS"

KEPLER DE SOUZA OLIVEIRA FILHO

22 de Maio

 

As estrelas também nascem e morrem. Algumas, mais massivas, explodem, viram pulsares ou buracos negros, e outras, como o Sol, simplesmente esfriam lentamente. Como estudamos estas estrelas para aprender não somente sobre elas mesmas, mas para aprender física?

 

 
KEPLER DE SOUZA OLIVEIRA FILHO - Philosophical Doctor (Ph. D.) em física-astronomia, professor do Departamento de Astronomia da UFRGS desde 1979.

 

 

 

"MAS AFINAL HÁ FÍSICA NAS FLUTUAÇÕES ESTATÍSTICAS DOS CAMPEONATOS DE FUTEBOL?"

ROBERTO DA SILVA

26 de Junho

 

Nesta palestra serão abordados alguns aspectos relevantes da estatística de pontuação final de times de futebol em campeonatos de pontos corridos. Mostraremos que um modelo não-Markoviano simples acaba sendo um bom candidato para representar os possíveis jogos que ocorrem nestes campeonatos e como as tabelas de classificação que emergem das simulações acabam por reproduzir a tabela final de classificação. Comparações com campeonatos reais como o Brasileiro, Italiano e Espanhol serão apresentadas.

 

 

 
ROBERTO DA SILVA- possui graduação em Bacharelado em Física pela Universidade de São Paulo (1997), mestrado em Física Matemática pela Universidade de São Paulo (2000) e doutorado em Física Computacional no programa de pós-graduação em Física aplicada a medicina e biologia pela Universidade de São Paulo (2002) tendo completado seu doutoramento em 2 anos e 4 meses um recorde nesta unidade. Foi professor pelo Departamento de Informática Teórica, no Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) durante 7 anos. Atualmente é professor adjunto IV no Instituto de Física desta mesma universidade. Tem uma boa experiência em Modelos Analíticos e de Simulação Computacional em Fisica e alguns modelos biologicamente motivados. Atualmente tem se concentrado em modelagem analitica e computacional de alguns sistemas complexos incluindo problemas em grafos, Econophysics, Sociophysics, Dinâmica evolucionária em modelos descritos no contexto da teoria de jogos, ruido em dispositivos semicondutores de micro, meso e nanoescala e Mecânica Estatística de Não Equilibrio. Seus trabalhos tem se distribuido de maneira multidiciplinar em periódicos qualificados. É arbitro de periódicos como: Journal of Theoretical Biology, Physica A, Advances on Complex Systems, International Journal of Modern Physics C, Revista Brasileira de Informática Teórica e Aplicada.

 

 

 

 

"UM NOVO VIZINHO DA NOSSA GALÁXIA"

EDUARDO BALBINOT

25 de julho

 

Neste colóquio serão apresentados os passos que levaram a descoberta do mais novo satélite da Via-Láctea, Balbinot 1. A importância desses satélites está ligada ao processo de formação de galáxias e outras estruturas no Universo. Acredita-se atualmente que uma galáxia grande como a nossa se formou ao longo de mais de 10 bilhões de anos num processo de acresção de objetos menores. Esses satélites, como Balbinot 1, são os remanescentes deste processo. Os objetos do halo, em especial, são velhos, funcionando quase como “testemunhas oculares” deste cenário hierárquico de formação, pelo qual sistemas de baixa massa se aglutinam para formar galáxias grandes. Balbinot 1, em especial, foi um grande desafio, pois contém pouco mais de 200 estrelas, o que o torna um dos satélites de menor massa dentre todos os já descobertos.




 
EDUARDO BALBINOT – é estudante de doutorado do Instituto de Física da UFRGS, orientado pelo professor Basilio Santiago.

 

 

 

"LUZ, ÁGUA, HIDROGÊNIO: O FUTURO QUASE PRESENTE"

SÉRGIO RIBEIRO TEIXEIRA

28 de agosto

 

A espinha dorsal da nossa civilização é formada por nosso sistema de distribuição e consumo de energia, que facilita o avanço da tecnologia, e, por sua vez, oferece um padrão de vida cada vez mais elevado. A energia é um componente fundamental da produtividade, tão importante como matérias-primas, capital e trabalho. A combinação de energia humana amplificada pela energia não-humana é a base do alto padrão de vida nos países industrializados. A descoberta e utilização de novos combustíveis de maior teor de energia tem propiciado um aumento correspondente no avanço tecnológico e da população humana. A transição da madeira para o carvão alimentou a revolução industrial nos séculos 18 e 19, e a do carvão para o produtos petrolíferos, i. é., uma mudança de combustível no estado sólido para o estado líquido, devido à alta densidade de energia dos mesmos, culminou num desenvolvimento tecnológico sem precedentes que revolucionou os padrões de vida na segunda metade do século 20. Porém, este desenvolvimento tem suas consequências nefastas para a sociedade em geral: são recursos exauríveis, causam aquecimento global, , elevação do nível dos mares e o aparecimento de fenômenos clímaticos de grande intensidade, embora hajam controvérsias a estas afirmações. O desenvolvimento sustentável é um objectivo estratégico da sociedade contemporânea moderna refletindo a demanda para o desenvolvimento econômico, social, político e ambiental. Dado este contexto a busca por materiais e processos que são capazes de transformar a energia fornecida pelo sol, aumentou nas últimas décadas, devido aos problemas ambientais associados com a utilização de combustíveis fósseis. Após o trabalho pioneiro de Honda e Fujishima usando fotoanodos semicondutores para a separação da água em H2 e O2, fotoeletrólise, a produção fotocatalítica de hidrogênio emergiu como um processo alternativo de baixo custo na produção de combustíveis limpos e renováveis. Neste processo, a energia dos fotons é convertida em energia química superando a mudança positiva em energia livre, i.é., quando um semicondutor é irradiado com luz, dependendo da região de absorção desta energia, elétrons e buracos são gerados nas bandas de condução e de valência do semicondutor, respectivamente. Os elétrons fotogerados reduzem a água para formar H2, enquanto os buracos oxidam-na para formar O2. Dois fatores importantes que influenciam o processo de quebra fotocatalítica da água são a estrutura cristalina do semicondutor e o número de sítios catalíticos ativos expostos na sua superfície. O objetivo principal nesta área da ciência, está na busca de novos materiais fotocatalisadores, mais ativos e eficientes capazes de ajustar todos os fatores principais que controlam as reações globais de fotoredução e oxidação da água. Nesta exposição pretende-se dar uma visão do estado da arte nesta área da ciência, passando pelo funcionamento dos semicondutores foto catalíticos e resultados já obtidos nestas pesquisas.

 

 
SERGIO RIBEIRO TEIXEIRA - possui graduação em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1976), mestrado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (1979) e doutorado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1989), Pesquisador Visitante na Universidade de Ryukoku, Japão em 1991 e 1995, Pós-Doutorado no CEA-Grenoble, França 1992-1994. Atualmente é professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Física, com ênfase em Estruturas Eletrônicas e Propriedades Elétricas de Superfícies; Interfaces e Partículas, atuando principalmente nos seguintes temas: filmes finos, multicamadas magnéticas, magnetismo em filmes finos, implantação iônica, nanopartículas metálicas, matrizes nanoporosas e nano tubos de metais transição e na síntese de foto catalisadores para produção de H2.

 

"SENSORIAMENTO REMOTO: A TERRA VISTA DO ESPAÇO"

JORGE RICARDO DUCATTI

26 de setembro

 

A observação da terra a partir do Espaço Exterior tem proporcionado uma perspectiva nova à nossa compreensão do planeta. Anteriormente limitado às observações aéreas, a possibilidade de coletar dados através de satélites artificiais potencializou imensamente as possibilidades de estudar as diversas feições do nosso planeta: terras emersas, oceanos, atmosfera, florestas, culturas agrícolas, cidades, etc. Imagens de satélites atualmente são disponíveis em diversas resoluções espaciais e cobrindo amplas faixas espectrais. Neste seminário, serão abordados os princípios básicos da satelização e do Sensoriamento Remoto, do funcionamento de satélites de observação da Terra, e de algumas aplicações atualmente em desenvolvimento na UFRGS, incluindo estudos do meio ambiente, em agricultura e da atmosfera e na meteorologia. Também serão abordados aspectos que frequentemente intrigam o público, como os atuais limites à observação de detalhes na superfície, e seu monitoramento contínuo.

 
JORGE RICARDO DUCATI – graduado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1973), mestre em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1978) e doutor em Astrofísica pela Universidade de Strasbourg, França (1983). Estágios de pós-doutoramento na Universidade de Wisconsin (EUA) e na École Superieure de Agriculture de Angers (França). É professor associado no Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul desde 1975, onde desenvolve pesquisas na área da Astrofísica do Meio Interestelar. Desde 1987, também atua no Centro de Sensoriamento Remoto da UFRGS, em pós-graduação e pesquisa, com ênfase em estudos de vegetação por imagens de satélites.

 

 

 

"MARIE CURIE: CIENTISTA, MULHER E MITO"

MAGNO MACHADO

30 de outubro

 

 

 
MAGNO MACHADO - Graduou-se em Fisica pela Universidade Federal de Santa Maria (1996), obteve grau de mestre em Física (1998) e doutor em Fisica Teórica (2002) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atuou como Recém-Doutor na Universidade Federal de Pelotas, junto ao IFM-UFPel (2003). Foi Professor Pesquisador na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Campus de Bento Gonçalves, curso de Engenharia de Bioprocessos e Bioengenharia (2004-2006). Atuou como professor Adjunto/Pesquisador na Universidade Federal do Pampa (2006-2009), campus de Bagé, sendo também coordenador do Comitê Institucional PIBIC/CNPq. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Instituto de Fisica. Tem experiência na área de Física, com ênfase em Teoria Geral de Partículas e Campos, atuando em vários temas de pesquisa: física de altas energias no LHC e RHIC, aspectos teóricos/fenomenologicos da Cromodinâmica Quantica (QCD), modelos de Pomeron, raios cósmicos de altíssimas energias, física de neutrinos em altas energias, física de produção de quarks pesados. É consultor ad-hoc das agências de fomento CNPq (Brasil) e CONICYT (Chile) e membro dos Programas de Pós Graduação do IF-UFRGS (orientador) e IFM-UFPel (colaborador).

 

 

 

 

"ESCREVENDO COM A LUZ NA ARTE E NA VIDA"

DANIELA PAVANI

CONVIDADA ESPECIAL: FLÁVIA DE QUADROS

27 de novembro

 

 

 

DANIELA PAVANI - Professora Adjunta do Departamento de Astronomia do Insitituto de Física da UFRGS é graduada em Física - Bacharelado - pelo Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - IF/UFRGS (1998), Mestre em Física (2001) e Doutora em Ciências (2005), ambos títulos obtidos junto ao IF/UFRGS. Realizou pós-doutoramentos junto aos Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas - IAG/USP (2005 até 2007) e Instituto de Física da UFRGS (2007/2009/2010). É pesquisadora, com artigos publicados em Astronomia e Astrofísica na área de Evolução de Aglomerados Abertos de Estrelas, principalmente, nos seguintes temas: fotometria, espectroscopia, abundâncias químicas, evolução estelar, algoritmos, simulações e métodos estatísticos aplicados à análise de dados e diagramas cor-magnitude. Na área de ensino sua pesquisa está relacionada ao estudo da transposição didática dos conceitos de astronomia para a educação básica.

FLÁVIA DE QUADROS - professora de Fotografia da Famecos/PUCRS, é Mestre em Artes Visuais pela UFRGS e Especialista em Produção Cinematográfica pela PUCRS. Atua como fotojornalista desde 1995, com passagens pelos jornais Zero Hora e Jornal do Comércio, do qual foi editora de fotografia por cinco anos. É sócia de Cristiano Sant’Anna na agência de fotojornalismo Indicefoto, empresa com experiência em fotografia editorial e de cobertura fotográfica de grandes eventos como a Bienal de Artes Visuais do Mercosul, o Gramado Cine Vídeo, o Fórum Internacional do Software Livre e a Campus Party Brasil. Nos últimos anos tem se dedicado também a projetos autorais e à área editorial, ilustrando livros institucionais e do setor de tecnologia.