(texto revisado em 14/04/2000)
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O menino Einstein Einstein na ETH e a busca do primeiro emprego Albert Einstein & Mileva Maric
Sociedade Brasileira de Física American Institute of Physics (AIP) Institute of Physics (IOP) - Inglaterra |
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Do nascimento em Ulm (14/03/1879), pequena cidade ao sul da Alemanha, à juventude em Zurique, Einstein, para usar um dito popular, comeu o pão que o diabo amassou. Entre mudanças de cidades e falências das empresas do seu pai, Einstein enfrentou o autoritarismo da escola alemã e os preconceitos raciais tão intensos naquela época. Logo cedo demonstrou aptidão para atividades individuais. Ao invés de jogos infantis no jardim, com as outras crianças, preferia construir, sozinho, complicadas estruturas com cubos de madeira e grandes castelos de cartas de baralho, alguns com catorze andares. Aos sete anos ele demonstrou o teorema de Pitágoras, para surpresa do seu tio Jakob, que poucos dias antes lhe ensinara os fundamentos da geometria (Fölsing, p.22). Mas, se para a matemática e para as ciências naturais ele era mais do que bem dotado, porque possuidor de grande intuição e habilidade lógica, para as disciplinas que exigiam capacidade de memória era um fracasso! Geografia, história, francês e, particularmente, o grego constituíam obstáculos quase intransponíveis; decorar conjugações de verbos era para ele um horror! Enfim, no conjunto das suas habilidades infantis, nada deixava transparecer o gênio que viria a ser; seus familiares acreditavam até que ele poderia ter algum tipo de dislexia (Clark, p.27). Em
conseqüência das suas dificuldades para memorizações
ele se desinteressa pelas aulas que exigem tais habilidades, provocando
violentas reações dos seus professores. Tanto, que certo
dia o diretor da escola, coincidentemente o professor de grego, convoca-o
para uma reunião e declara, entre outras coisas, que seu desinteresse
pelo grego era uma falta de respeito pelo professor da disciplina, e que
sua presença na classe era péssimo exemplo para os outros
alunos. Encerrando a reunião, o professor disse que Einstein jamais
chegaria a servir para alguma coisa (Fölsing, p. 28). A partir desses
fatos, parece natural, à luz da psicanálise, o "esquecimento"
que Einstein sempre demonstrou ter em relação à sua
infância e à sua adolescência. Apenas três fatos
desse período lhe são relevantes: as lições
de violino que sua mãe lhe dava, as "aulas" de geometria do seu
tio Jakob e a história da bússola. Certo dia, quando aos
cinco anos se recuperava de uma enfermidade, Einstein ganhou do pai uma
bússola de bolso que lhe causou profunda impressão, pois
o ponteiro sempre apontava para o mesmo lugar, não importando a
posição em que a bússola fosse colocada. Nas suas
notas autobiográficas (Schilpp, p.9) ele descreve esta reação
com a palavra alemã "wundern", que pode ser traduzido por "milagre".
O mesmo tipo de sensação ele teve quando aos doze anos leu
um livro de geometria, e imediatamente lembrou-se da demonstração
do teorema de Pitágoras que fizera aos sete anos. Da sua época
colegial ele costumava dizer que "os professores da escola primária
pareciam sargentos, e os do ginásio pareciam tenentes" (Frank, p.11).
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Em 1895, aos dezesseis anos, Einstein estava mais do que feliz no ambiente livre e motivador da escola cantonal, e se preocupava com um problema que nem ele, nem seu professor sabiam resolver: queria saber qual o aspecto que teria uma onda luminosa para alguém que a observasse viajando com a mesma velocidade que ela!! Este problema voltaria tempos depois, quando Einstein formulou sua teoria da relatividade. |
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